José Boto ajudou Flamengo a construir temporada histórica

José Boto com Leonardo Jardim no Flamengo
José Boto com Leonardo Jardim no FlamengoFlamengo

2025 foi o ano com mais títulos do clube do Rio de Janeiro. Dirigente português supervisionou uma renovação histórica.

Oficializado como diretor do Flamengo a 23 de janeiro de 2025, José Boto festejou os 410 dias na estrutura do mengão com um título. O rubro-negro bateu o Fluminense nos penáltis e levou de vencida o Carioca.

Foi o primeiro título para Leonardo Jardim no comando do Flamengo, mas o quinto desde que Boto assumiu o departamento de futebol. Com um título a cada 82 dias, o dirigente luso tornou-se num dos rostos de um ano histórico para o mengão.

2025 foi o ano com mais títulos da história do Flamengo. Ao campeonato estadual, o rubro-negro juntou o Brasileirão, a Libertadores e a Supertaça do Brasil. A única mancha foi o Mundial de Clubes, o feito que marca o início dos anos 1980, e a geração dourada de Zico.

Mercado forte

Coube a José Boto supervisionar duas das janelas de transferências mais marcantes da história recente do Flamengo. O dirigente português contratou 10 jogadores, a grande maioria vinda de clubes de nomeada da Europa.

Jorginho chegou do Arsenal, Emerson deixou o AC Milan, Saúl Ñíguez e Samuel Lino vieram do Atlético de Madrid, Danilo saiu da Juventus, Lucas Paquetá regressou a casa vindo do West Ham. A eles juntaram-se ainda Jorge Carrascal (Dínamo Moscovo), Vitão (Internacional), Andrew (Gil Vicente) e Juninho (Qarabag). Só este último, que representou Chaves e Estoril, não está no Ninho do Urubu.

A verdade é que só Jorginho se afirmou definitivamente como titular e a ausência de um avançado titular também tem merecido críticas, mas o poder de persuasão para trazer nomes estabelecidos no futebol europeu para o Brasileirão acaba por ser um feito.

Segundo treinador

No que toca aos técnicos, José Boto vai para o segundo técnico, algo pouco habitual no futebol brasileiro e num clube da dimensão do Flamengo. O dirigente luso foi um dos responsáveis pela aposta em Filipe Luís, que conduziu o mengão a um título histórico.

Contudo, também assumiu parte da responsabilidade na saída do antigo internacional brasileiro após um arranque de época que não correu como o esperado, com a derrota nas duas supertaças: diante do Corinthians, na do Brasil, e com o Lanús, na Sul-Americana.

É dele a escolha de Leonardo Jardim, numa aposta que pretende levar aos mesmos resultados do passado. Uma decisão tomada numa altura em que tem estado debaixo de fogo por parte dos adeptos.

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