O pedido do afastamento de Ednaldo Rodrigues partiu da deputada federal Daniela do Waguinho (União-RJ) e do próprio Fernando Sarney. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou a solicitação na última semana, mas encaminhou o caso ao TJ-RJ.
Esta não é a primeira vez que o TJ-RJ destitui Ednaldo Rodrigues da presidência da CBF. Em dezembro de 2023, o tribunal o afastou por irregularidades na assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do Ministério Público com a entidade.
Nessa ocasião, Gilmar Mendes reconduziu Ednaldo Rodrigues à presidência, numa decisão monocrática. Vale lembrar que o ministro é sócio e fundador do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), que tem contrato com a CBF para gerir a CBF Academy.
Sem concorrentes, Ednaldo Rodrigues foi reeleito presidente da CBF por unanimidade em março deste ano. O diigente conseguiu todos os votos após aumentar os salários dos presidentes de federação em 330% desde 2021, de R$ 50 mil (7.865 euros) para R$ 215 mil (quase 34 mil euros), segundo reportagem da revista Piauí.
Ednaldo recorre
Ainda na noite desta quinta, Ednaldo Rodrigues recorreu ao STF para tentar anular a decisão do Tribunal do Rio de Janeiro.
O pedido, em nome da CBF, é em cima de uma ação que já tramita em Brasília e julga a legitimidade do Ministério Público de celebrar acordos com entidades desportivas.
O julgamento desta ação está marcado para o dia 28 de maio, e tem o Ministro Gilmar Mendes como relator.
Mendes foi quem reconduziu Ednaldo à presidência da CBF em janeiro de 2024, após a Justiça do Rio afastá-lo pela primeira vez.
