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Nascido em Rosário, Lucho fez a formação no Boca Juniors. Em 2014, estreou-se como profissional do clube xeneize e herdou a lendária camisola 10 de Juan Román Riquelme - um sinal do que estava por vir.
O impacto no futebol brasileiro foi imediato. Quando chegou às Laranjeiras, o Fluminense ainda era treinado por Renato Gaúcho, que tinha um meio-campo estabelecido com Hércules, Martinelli e Nonato. Com o treinador brasileiro, foi titular em apenas três partidas - duas delas quando os principais jogadores foram poupados. Com a chegada de Luis Zubeldía, foi imediatamente promovido e, com seus 1,60 metros, transformou-se num gigante do meio-campo tricolor.
Disputou todas as partidas sob o comando de Zubeldía em 2025 como titular, com exceção do duelo contra o Ceará, no Castelão, quando estava suspenso por acumulação de cartões, e da partida contra o Palmeiras, no Allianz, após sentir um incómodo no jogo anterior. A equipa técnica optou por não arriscá-lo no relvado sintético.
Em 2025, além de contribuir para a arrancada do Fluminense, que levou o time à quinta posição e à vaga direta na fase de grupos da Libertadores, Lucho teve seis participações diretas em golos. Foram 23 jogos ao todo.
Números que impressionam
Na temporada atual, com sete jogos a menos, já superou essa marca: são oito participações em golos. Balançou as redes três vezes e ainda distribuiu cinco assistências. No Brasileirão, são seis participações, o que o coloca como o segundo jogador que mais contribuiu diretamente para golos nas oito primeiras rodadas do campeonato, ao lado Danilo (Botafogo) e Carlos Vinicius (Grémio).
Lucho Acosta é o grande cérebro do conjunto de Luis Zubeldia. Em todos os jogos deixa sempre alguém na cara do treinador. E são os números que mostram isso. O argentino lidera o Brasileirão em chances criadas. São 22 ao todo. Além disso, são 3,3 oportunidades criadas em média a cada 90 minutos, um índice excelente.

Mas não para por aí. Quando não está a servir os companheiros, é ele mesmo quem pisa na área para finalizar. Lucho, embora se movimente por todo o campo, tem como característica a chegada à zona de definição.
É o médio com mais toques na área adversária no Brasileirão: são 29 ao todo, média de 4,4 a cada 90 minutos.
Chegado à área, remata mais. É o terceiro médio com mais finalizações no campeonato, com 17, e o segundo com mais disparos enquadradso, com sete.
Quando balança a rede, muitas vezes são golaços, como contra o Flamengo, em 2025, e diante do Botafogo no atual Brasileirão. Contra o Athletico-PR, quase marcou um golaço ao driblar três marcadores, parando no guada-redes Santos.
Lucho tem, nas oito primeiras jornadas do Brasileirão, uma nota Flashscore média impressionante de 7,81. Em quatro partidas teve nota acima de 8,0 e em duas oportunidades teve a melhor avaliação em campo.

Uma nova dupla se forma
Se sozinho o médio já vinha sendo protagonista, ao ganhar a companhia do venezuelano Savarino entre os titulares, na quinta jornada, o ataque do Fluminense virou uma verdadeira poesia de Jorge Luis Borges.
Nascia a dupla “Savalucho”, como foi batizada pela claque. Até então, nos quatro jogos anteriores, o Fluminense havia marcado cinco golos, média de 1,25 por partida. Nas quatro partidas seguintes, o tricolor das laranjeiras balançou a rede oito vezes, média de dois golos por jogo. Desses, cinco tiveram assistência de um dos protagonistas da dupla.
Com Zubeldía e Lucho, o Fluminense venceu todos os jogos como anfitrião no Brasileirão e defende uma sequência de 13 vitórias consecutivas em casa no campeonato. No geral, com o técnico argentino, a equipa tem um aproveitamento de 93,3% em casa. A última derrota foi em setembro, ainda sob o comando de Renato, contra o Corinthians, mesmo adversário desta quarta-feira.
Aliás, o Fluminense não vence o Timão em casa desde 2022, no jogo que marcou o último golo da carreira de Fred. Desde então, são três empates e um triunfo do alvinegro.
Da para sonhar com o penta?
A influência de Lucho Acosta é enorme no desempenho no campeonato até aqui. O Fluminense ocupa a quarta posição, com 16 pontos - o que pode ser uma grande notícia para o adepto tricolor. Nas duas últimas vezes em que alcançou essa pontuação nos primeiros oito jogos, o clube foi campeão brasileiro: em 2012 e 2010.
A data FIFA chegou num ótimo momento para o Fluminense e para Acosta. Na vitória contra o Atlético-MG, teve sua segunda menor nota Flashscore no campeonato e deu claros sinais de cansaço. Com o tempo para recuperação e descanso, o argentino pôde se preparar para a maratona de 18 jogos em 60 dias que a equipa terá até a pausa para o Mundial, período em que será fundamental.
