Em comunicado oficial, o clube alviverde afirmou que a entidade distanciou-se dos seus objetivos originais e passou a funcionar, na prática, como um grupo voltado para os interesses individuais dos seus membros.
"É inegável que o bloco obteve conquistas, entre elas o acordo vigente pelos direitos de transmissão na TV. Ao longo desse processo, contudo, atitudes egoístas – quando não predatórias – inviabilizaram a coesão necessária para a criação de um modelo compartilhado de gestão e governança", argumentou o Palmeiras em nota oficial.
A saída não significa, por agora, filiação a nenhum outro bloco ou associação. O clube paulistano optou por aguardar os próximos movimentos em torno de uma possível liga conduzida diretamente no âmbito da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), sinalizando preferência por uma solução institucional para o debate, que se arrasta há anos no futebol brasileiro.
Em nota, o clube encerrou com abertura ao diálogo: afirmou estar "disposto a contribuir por meio de medidas que possam efetivamente promover a evolução estrutural de que o futebol nacional necessita."

A decisão ocorre no mesmo dia em que Flamengo e Libra anunciaram o fim de um empasse sobre valores de contratos de TV. O acordo, revelado em conjunto, prevê que o Rubro-Negro recebe mais dinheiro referente a fatia correspondente aos chamados "valores de audiência" — uma parcela de 30% da remuneração fixa prevista no contrato entre a Libra e a Globo pela transmissão do Brasileirão, que se estende até 2029.
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