Apesar de suceder a Muricy Ramalho, Rafinha evitou comparações com o ex-treinador e classificou-o como "insubstituível". O novo contratado do São Paulo disse que não se vai envolver com a política do clube.
"Vou fazer esse elo entre a equipa técnica e a direção. Vou estar no dia a dia com os jogadores, nos treinos, nas viagens. Fazer o que o Muricy vinha fazendo, mas acompanhar mais a equipa em todas as viagens e os processos", explicou Rafinha no programa Seleção SporTV.
"Não vou participar dessa política em que o clube está com problemas, não é a minha parte. Quero entrar no futebol, na parte do campo, blindar aquele CT do São Paulo, que precisa. Essa é a minha função a partir de amanhã (terça)", acrescentou.
Rafinha jogou pelo São Paulo entre 2022 e 2024, com 117 jogos, 1 golo e 5 assistências. O auge foi a conquista da Taça do Brasil em 2023 como capitão.
O lateral retirou-se a meio de 2025, após rescindir contrato com o Coritiba. Desde então, vinha trabalhando como comentador do Grupo Globo.

"A minha casa é o futebol, onde vivi a maior parte da minha vida. Quando tudo está tranquilo, em paz, aí eu procuro essa confusão, mas é uma confusão boa. É o que sei fazer, nasci no futebol, gosto desse ambiente. Quando o São Paulo chama, não é um chamado, é uma convocação", afirmou Rafinha.
"Todo o mundo sabe o carinho que tenho pelo São Paulo. É um momento difícil que o clube está a passar, e essa é uma hora para quem gosta de confusão, de desafio, de colocar as coisas no lugar. E acho que estou preparado para voltar a esse mundo do futebol e ajudar novamente o São Paulo", concluiu.
Após a derrota com o Palmeiras para o Paulistão, o São Paulo volta a entrar em campo na quinta-feira para a estreia no Brasileirão. O adversário é outro ex-clube de Rafinha: o Flamengo, às 00:30, no MorumBis.
