No empate sem golos contra o Bahia, Hulk foi substituído na segunda parte, saindo sob vaias dos adeptos. Quando se aproximou do banco, ouviu com mais intensidade os insultos de adeptos do Fluminense, direcionando o seu olhar firmemente para um deles, mostrando incómodo com o que ouvia.
A impressão passada é que o avançado, ídolo do Atlético-MG e antigo jogador do FC Porto, precisou de ter uma boa dose de paciência para não abrir uma discussão que, certamente, não levaria a lado nenhum.
No primeiro tempo, Hulk desperdiçou uma ocasião clara, ao rematar ao lado da baliza, já na pequena área. Na segunda parte, quase marcou, vendo a defesa do Bahia afastar em cima da linha de golo após um cabeceamento..
Na conferência de imprensa após o jogo, o técnico Luis Zubeldía defendeu o jogador e pediu calma com os julgamentos precipitados.
"Todos os jogadores, independentemente do nome, experiência, nível de habilidade ou capacidade, podem precisar de um período de adaptação. Precisamos de ser mais pacientes com ele. Não podemos julgar ou avaliar um jogador depois de apenas três partidas. Sentimos que era a decisão certa utilizá-lo rapidamente, para que ele se adaptasse o mais rápido possível", afirma.
Hulk foi titular, aproveitando a suspensão de John Kennedy. Depois de dois amigáveis, Hulk tem tido a confiança de Zubeldia. Foi titular nos três jogos do Brasileirão após o Mundial, marcando um golo no empate frente ao Grémio.
O jogador ainda não sabe o que é vencer em partidas oficiais com a camisola tricolor: são três empates, com a nota 7,3 (pelo critério Flashscore), contra o Red Bull Bragantino, sendo a mais alta nestes confrontos. Diante do Bahia, teve nota 6,8, com quatro remates, três à baliza, falhou duas grandes oportunidades e completou quatro em oito passes no último terço.

