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"Já mostrou todo o seu talento, mas estamos perante um jovem que ainda pode evoluir em muitos aspetos, nomeadamente no plano físico", destacou o treinador italiano, sublinhando a exigência que pretende impor ao internacional jovem português neste início de percurso em Itália.
Além de analisar o momento da pérola lusa, que se estreou a marcar pelo clube na última jornada, Gasperini perspetivou o reencontro com a sua antiga equipa como uma verdadeira "prova de força e de valor" para medir as aspirações da Roma na luta pelos lugares cimeiros do campeonato e da Liga dos Campeões.
"Mais do que uma prova de maturidade amanhã, será uma prova de força e de valor. Este grupo já demonstrou maturidade. Nas primeiras doze jornadas vamos defrontar muitas equipas do topo da tabela, é um percurso que estamos a iniciar e haverá também a Champions. Com a Atalanta será um encontro que vale a Europa de topo", analisou.
No capítulo clínico, o técnico abordou ainda a situação de Paulo Dybala, descansando os adeptos após os exames médicos não terem detetado qualquer lesão grave, garantindo que a presença do argentino dependerá apenas do seu conforto em campo.
"Dybala não teve nada de especial, os exames não revelaram nada. Hoje vai testar, depois tem de sentir-se seguro e tranquilo. É preciso que tenha a certeza de jogar porque há três jogos importantes numa semana", disse o treinador da Roma, na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com a Atalanta.
Visivelmente satisfeito com o ambiente que encontrou na capital italiana, Gasperini reforçou que a mudança para a Roma lhe devolveu a motivação e a paixão pelo trabalho diário.
"Estou apaixonado por este grupo e por estes jogadores. Este é um ambiente onde dá gosto vir, onde não há conflitos, e é extraordinário ver com que prazer treinam, apesar do calor e do cansaço. O mérito é dos jogadores. Independentemente dos resultados, o nosso é um ambiente muito saudável", disse Gasperini.
"Se vou falar com o Totti sobre um futuro na Roma? Absolutamente não. Sinto-me livre para conviver com pessoas que me transmitem conhecimento, emoções ou com quem me sinto bem. Dou-me essa liberdade. Nunca há um segundo interesse", respondeu a uma pergunta sobre a sua relação com Totti, que no passado foi associado a um possível regresso à direção do clube.
