Depois de uma primeira época complicada no Nápoles, marcada sobretudo por uma lesão nos isquiotibiais e por uma relação tensa com o treinador Antonio Conte, De Bruyne falou abertamente sobre este período numa entrevista ao diário Corriere dello Sport.
Apesar dos rumores que circularam nos últimos meses, o médio fez questão de sublinhar que sair de Nápoles nunca esteve nos seus planos.
“Alguma vez pensei em sair? Nunca. Nunca disse tal coisa. O problema é que sou muito direto e sincero na forma como comunico. Há quem não goste disso e invente histórias. Durante todo o verão só se falou de ‘Kevin isto, Kevin aquilo’. Mas nem sequer sabiam onde eu e a minha família estávamos nessa altura”, apontou.

A mudança de treinador poderá dar-lhe a oportunidade de um novo começo. A sua relação com Antonio Conte nem sempre foi fácil, algo que o antigo jogador do Manchester City não esconde.
“Acontece e não é o fim do mundo. Não se pode criar uma relação com toda a gente, e isso parece-me perfeitamente normal. Gosto de futebol baseado na técnica, já o disse antes de chegar ao Nápoles. Mas cada um tem a sua visão do jogo. O Conte, por sua vez, só pensava em futebol, exclusivamente em futebol, e não mantinha relações pessoais com os jogadores", contou.
Retirada no horizonte
Agora sob o comando de Massimiliano Allegri, De Bruyne pode concentrar-se no que vem a seguir. Contudo, com a sua idade, o antigo jogador do Manchester City está consciente de que a questão da reforma vai surgir cada vez mais.
“Não há pressa em tomar uma decisão. O mais importante é que a minha família, o clube e eu estejamos satisfeitos com a situação. Vamos ver, talvez em março. Aos 35 anos, pode-se encarar as coisas época a época. Por vezes pensas em retirar-te, outras vezes dizes a ti próprio que vais continuar mais cinco anos”, afirmou.
E quando chegar o momento de pendurar as chuteiras, o diabo vermelho já sabe como gostaria de aproveitar os primeiros anos longe dos relvados.
“Se decidir retirar-me, seja daqui a um, dois ou três anos, poderei viajar, esquiar, jogar golfe e passar tempo com os meus filhos", garantiu.
Uma carreira de treinador não parece atrair-lhe para já, apesar das licenças UEFA A e B que obteve enquanto jogava pelo Manchester City.
“A minha esposa diz que eu seria um bom treinador. Mas, quando deixar o futebol, quero não fazer nada durante um ou dois anos e não creio que queira tornar-me treinador. Posso ficar ligado ao mundo do futebol, mas prefiro a área da gestão. Gosto do mundo dos negócios”, afirmou o belga.
