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Primeira classificada, mas sem adeptos a apoiar a equipa, pelo menos nos jogos em casa. É este o paradoxo vivido pela Lazio de Gennaro Gattuso, que lidera a Serie A juntamente com Roma e Inter, depois da vitória em Udine, e surge como uma das grandes surpresas deste início de temporada.
O protesto deverá, no entanto, continuar. Como o grupo organizado de adeptos já sublinhou por várias vezes, a decisão de não comparecer no Olímpico não está relacionada com a posição na Liga ou com o rendimento da equipa, mas sim com a intenção de manifestar o descontentamento em relação à direção e à propriedade.
Por isso, cerca de 2.000 adeptos acompanharam a equipa em Udine, enquanto, diante do Milan, num dos grandes jogos da jornada, o Olímpico deverá voltar a apresentar bancadas despidas, salvo uma mudança de última hora que, nesta fase, parece pouco provável.
Nem os apelos de Fabiani, primeiro, e de Gattuso, depois, parecem suficientes para alterar a posição dos adeptos. O próprio treinador reconheceu isso no final do encontro em Udine: "Os adeptos são coerentes, não vão mudar de opinião." Para já, nem mesmo a liderança da classificação parece capaz de travar o protesto.
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