Internacionais argentinos, jovens, canhotos, médios ofensivos, com passado, presente e futuro no Santiago Bernabéu. E três remates aos ferros. Até ao momento, são estes os pontos em comum entre estes dois talentos chamados a dominar o setor ofensivo do Real Madrid na próxima década.
Quando se fala de rendimento desportivo, os percursos de ambos não podiam ser mais distintos.
Nico Paz destacou-se logo na sua primeira época como profissional. Orientado por Cesc Fàbregas, que lhe confiou o comando da sua equipa sem hesitar, continua a crescer de forma notável nesta segunda temporada. Já soma oito golos (quatro de fora da área e quatro dentro, todos com o pé esquerdo) e seis assistências em 21 jogos na Serie A.

É verdade que jogou muito mais, 1.795 minutos contra os 648 de Mastantuono, mas tanto em números absolutos como na influência no jogo, a diferença de rendimento é enorme. Franco marcou apenas um golo em 12 partidas – sete delas como titular – na LaLiga. Pode acrescentar mais um na Taça do Rei e nenhum nos três jogos em que participou na Liga dos Campeões.
Onde o agora jogador do Real Madrid pode levar vantagem é na eficácia de passe, 90 % contra 84 %, embora esta comparação tenha pouco valor tendo em conta o número de passes realizados por cada um. Nico Paz completou 455 passes de 575 tentados no meio-campo adversário, tanto na Serie A como na Taça, enquanto Mastantuono fez 307 em 347 na LaLiga, Liga dos Campeões e Taça.

Um negócio de ocasião
63 milhões de euros foi quanto o Real Madrid pagou ao River Plate no último verão pela contratação da jovem promessa de Buenos Aires. Um valor que, para já, não está a ser justificado, apesar das muitas oportunidades concedidas por Xabi Alonso e que agora Arbeloa terá de assumir.
Nico Paz, formado na cantera merengue e por quem o clube detém uma opção de recompra de apenas oito milhões de euros, sentirá menos pressão nesse sentido. Ninguém duvida de que essa cláusula será ativada no verão de 2026.
