Logo atrás estão todas as outras: o Como soma 57 pontos, ocupando atualmente o 4.º lugar, um verdadeiro feito orquestrado por Cesc Fàbregas, seguido da Juventus e da Roma, ambas com 54 pontos na classificação. Mais atrás surge a Atalanta, com 50 pontos. Ninguém quer abdicar do seu lugar nem da esperança de disputar a principal competição europeia na próxima época.
Ambições do Como concretizadas
Já falámos do Como, a equipa sensação desta temporada. É errado chamar-lhe um conto de fadas, já que se trata de um projeto no qual foram investidos milhões e milhões de euros, mas vale a pena destacar a qualidade do trabalho e a visão da direção do clube. Fàbregas é o rosto e o cérebro por detrás de um projeto que deixou todos sem palavras.
A sua equipa pratica um futebol atrativo mas, acima de tudo, vence muitos jogos. Ninguém apostaria que o Como estaria agora no 4.º lugar, mas neste momento são os favoritos a garantir um lugar na Liga dos Campeões. Os próximos jogos do Como serão teoricamente mais acessíveis do que os da Juventus e da Roma, que ainda têm vários encontros complicados pela frente.
O projeto do Como não é um fim em si mesmo: não se trata de uma equipa de passagem. No final da época, não terão de começar do zero, pois construíram um plantel que está a transformar-se numa casa para futuros campeões ou para potenciais grandes mais-valias. A sensação é que o Como está apenas a começar. Teremos de ver o que Fàbregas decide no final do ano, se aceitará uma proposta de um grande clube, mas o projeto está em andamento e está a causar receio em todas as principais equipas italianas, porque é bem pensado e bem estruturado.
Revolução na Juventus
A Juventus está a repensar a sua estratégia e já planeia no mercado de transferências como reforçar o plantel para lutar pelo título na próxima época, mas este ano, o 4.º lugar não será fácil de garantir, depois de um arranque explosivo.
Luciano Spalletti está a enfrentar algumas dificuldades, provavelmente relacionadas com a composição do plantel e a falta de qualidade em certas posições. Se há um treinador italiano capaz de construir um projeto, de levar uma equipa ao seu auge e de conquistar um lugar na luta pelo Scudetto, é sem dúvida Spalletti.
Ele já o demonstrou ao longo da sua carreira, tanto na Roma como no Nápoles, mas também no Inter, onde lançou as bases para o projeto de Antonio Conte.
Roma acima das expectativas
Um pouco mais atrás está a Roma de Gian Piero Gasperini, que talvez se tenha visto inesperadamente a lutar pelo topo da tabela, mas cujo plantel ainda não está preparado para esses desafios. Entre jogadores emprestados e outros em final de contrato, Gasperini e a direção da Roma terão de acrescentar muita qualidade ao plantel, não só em termos de talento mas também de quantidade.
Algumas vendas serão necessárias para gerar mais-valias. Fala-se de possíveis saídas de Manu Koné, Evan Ndicka ou Mile Svilar, mas acima de tudo, há pelo menos dois titulares cujo contrato termina em junho. O ambiente na Roma está bastante tenso neste momento, sobretudo porque Gasperini não quer desperdiçar o seu primeiro ano no cargo, mas a verdade é que, tal como as coisas estão, até ao final do ano precisarão de cerca de sete ou oito reforços só para reconstruir o núcleo do plantel que o treinador esperava formar nesta primeira época na capital.
Mesmo sem saídas, a Roma necessitaria de um defesa-central com qualidade na saída de bola, um lateral-esquerdo titular, um médio, um extremo-esquerdo rápido e forte no um para um e talvez ainda mais um avançado. Isto apenas para completar o plantel, sem contar com eventuais saídas. Neste momento, Lorenzo Pellegrini é titular e um dos jogadores mais decisivos da equipa, com seis golos e quatro assistências, mas o seu contrato ainda não foi renovado e vários grandes clubes, como a Juventus, o Inter e o Nápoles, estão atentos à sua situação.
Perdê-lo seria um autogolo tremendo, primeiro porque Gasperini confia nele, depois porque é o capitão da equipa e, por fim, porque significaria ter mais um jogador para substituir. E já há imenso trabalho pela frente.
Atalanta ainda não desistiu
A Atalanta está claramente atrás das outras equipas de que falámos até agora, sobretudo devido a um início complicado provocado pela decisão de começar a época com Ivan Juric.
Raffaele Palladino conseguiu certamente inverter a situação e melhorar o panorama, mas mesmo no caso da Atalanta, há muito por fazer, especialmente tendo em conta as prováveis saídas de jogadores que querem testar-se em clubes maiores e mais fortes. A luta pelo top quatro está mais aberta do que nunca.
