Após os fortes abalos provocados pela provável saída de Luka Modric e pela despedida de Rafael Leão, que manifestou a vontade de experimentar outro campeonato, no seio do Milan abre-se agora mais um tema a acompanhar com atenção.
Desde o estágio com a seleção dos Estados Unidos, também Christian Pulisic decidiu quebrar o silêncio, fazendo um balanço claramente amargo de um 2026 até agora muito dececionante com a camisola rossonera, numa altura em que todo o setor ofensivo do futuro parece um verdadeiro enigma.
A autocrítica de Pulisic e o futuro do ataque rossonero
Em declarações à Espn.com, o avançado norte-americano não se escondeu atrás das desculpas habituais, preferindo fazer uma autocrítica honesta sobre as suas exibições e sobre o momento complicado vivido em Milanello nos últimos meses, mas sempre a reivindicar o máximo profissionalismo.
"Não procuro culpar ninguém nem perceber quais foram os problemas", admitiu Pulisic com franqueza.

"Houve momentos em que podia ter feito muito melhor e foi uma fase difícil para a nossa equipa. Foi um período complicado para mim, e é a isso que tudo se resume. Naturalmente estou desapontado, mas agora tenho de olhar em frente, para o que está à minha frente", continuou.
"Não mudei a minha forma de treinar, a minha forma de preparar-me, nem a maneira como continuo a avançar e a tentar melhorar todos os dias. Faço-o ainda todos os dias e é por isso que posso manter a cabeça erguida".
As palavras do jogador chegam numa altura de total transição para o clube. Com o destino de Leão e Modric praticamente decidido, a direção vê-se obrigada a planear uma verdadeira revolução no verão. Neste cenário de profunda renovação e com um Milan a precisar de ser reconstruído, também a posição e a continuidade do próprio Pulisic terão de ser avaliadas cuidadosamente nas próximas semanas de mercado.
