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Serie A: Gonçalo Ramos marca e AC Milan vence (2-0) na estreia de Ruben Amorim em San Siro

A celebração de Gonçalo Ramos após o golo do 1-0
A celebração de Gonçalo Ramos após o golo do 1-0STEFANO RELLANDINI / AFP

Gonçalo Ramos foi a estrela do AC Milan ao marcar o golo que deu início ao triunfo diante do Veneza, carimbado com um autogolo de Halhai. Uma partida da segunda jornada da Serie A que assinalou a estreia do internacional português e do treinador Ruben Amorim em San Siro

AC Milan 2-0 Veneza

As notas dos jogadores
As notas dos jogadoresFlashscore

Noite de grandes emoções em San Siro, onde antes mesmo do pontapé de saída, todos os pensamentos estavam com Franco Baresi. Uma camisola gigante dos rossoneri com o número 6 foi estendida no centro do relvado, enquanto a Curva prestava homenagem ao lendário capitão com a faixa “Franco Baresi: lenda imortal, bandeira inimitável que nunca deixará de ondular. Adeus capitão”.

O seu nome foi então entoado três vezes por todo o estádio, antes de uma longa salva de palmas. O AC Milan, que irá jogar toda a época com o emblema “6 para sempre”, inaugurou assim o primeiro jogo em casa da era Ruben Amorim.

Quando o jogo começou, os rossoneri tentam logo assumir o controlo. O protagonista da primeira parte foi sobretudo Gonçalo Ramos, sempre envolvido nas melhores ocasiões: primeiro foi travado por um excelente Stankovic no um para um, depois voltou a encontrar o guarda-redes do Veneza no caminho após uma boa combinação entre Chukwueze e Loftus-Cheek. Pouco depois, num outro cruzamento interessante do próprio Chukwueze, o português falhou completamente o remate em posição favorável.

O Veneza, no entanto, não se limitou a observar. A equipa de Stroppa respondeu com coragem e criou mais do que um problema à defesa milanesa. Yeboah teve nos pés uma das melhores oportunidades da primeira parte, mas o remate à queima-roupa foi bloqueado por uma intervenção providencial de Pavlovic. Os visitantes conseguem assim manter-se totalmente dentro do jogo e foram para o intervalo com o 0-0, apesar de uma fase final da primeira parte com maior pressão do AC Milan.

O ímpeto ofensivo da partida
O ímpeto ofensivo da partidaFlashscore

Também a segunda parte começou equilibrada. Aliás, foi o Veneza que quase inaugurou o marcador: Haps cruzou perigoso para a área, Adams falhou a emenda por muito pouco e Hainaut, que apareceu nas costas, rematou ligeiramente ao lado. Do outro lado, o AC Milan respondeu com Musah, que após um livre de Modrić apareceu isolado diante de Stankovic, mas acertou em cheio na trave.

Amorim tentou então mudar o ritmo com as entradas de Saelemaekers e Rabiot, e foi precisamente o belga que se revela decisivo. Depois de mais uma oportunidade desperdiçada de cabeça por Ramos, por volta dos 65 minutos arrancou o contra-ataque que desbloqueou o jogo: Saelemaekers acelerou pela ala e serviu o português, que desta vez não deu hipótese a Stankovic com um remate potente. Estava feito o 1-0, merecido sobretudo pela quantidade de ocasiões criadas pelo avançado ao longo da noite.

No final, o AC Milan controlou a vantagem e tentou explorar os espaços deixados por um Veneza cada vez mais balanceado no ataque. Aos 88 minutos chegou também o segundo golo: Saelemaekers voltou a servir um passe preciso para Jashari, que rematou à baliza e viu Halhal desviar infeliz para o autogolo, fixando o 2-0.

Foi o golpe que encerra definitivamente o encontro. Saelemaekers confirma-se mais uma vez determinante a sair do banco, participando também na jogada do segundo golo depois de já ter assistido Ramos para o 1-0. O Milan pode assim celebrar a primeira vitória da época em San Siro, numa noite que começou com a memória de Franco Baresi e terminou com três pontos importantes.

Os números da partida
Os números da partidaFlashscore

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