AC Milan 2-0 Veneza

Noite de grandes emoções em San Siro, onde antes mesmo do pontapé de saída, todos os pensamentos estavam com Franco Baresi. Uma camisola gigante dos rossoneri com o número 6 foi estendida no centro do relvado, enquanto a Curva prestava homenagem ao lendário capitão com a faixa “Franco Baresi: lenda imortal, bandeira inimitável que nunca deixará de ondular. Adeus capitão”.
O seu nome foi então entoado três vezes por todo o estádio, antes de uma longa salva de palmas. O AC Milan, que irá jogar toda a época com o emblema “6 para sempre”, inaugurou assim o primeiro jogo em casa da era Ruben Amorim.
Quando o jogo começou, os rossoneri tentam logo assumir o controlo. O protagonista da primeira parte foi sobretudo Gonçalo Ramos, sempre envolvido nas melhores ocasiões: primeiro foi travado por um excelente Stankovic no um para um, depois voltou a encontrar o guarda-redes do Veneza no caminho após uma boa combinação entre Chukwueze e Loftus-Cheek. Pouco depois, num outro cruzamento interessante do próprio Chukwueze, o português falhou completamente o remate em posição favorável.
O Veneza, no entanto, não se limitou a observar. A equipa de Stroppa respondeu com coragem e criou mais do que um problema à defesa milanesa. Yeboah teve nos pés uma das melhores oportunidades da primeira parte, mas o remate à queima-roupa foi bloqueado por uma intervenção providencial de Pavlovic. Os visitantes conseguem assim manter-se totalmente dentro do jogo e foram para o intervalo com o 0-0, apesar de uma fase final da primeira parte com maior pressão do AC Milan.

Também a segunda parte começou equilibrada. Aliás, foi o Veneza que quase inaugurou o marcador: Haps cruzou perigoso para a área, Adams falhou a emenda por muito pouco e Hainaut, que apareceu nas costas, rematou ligeiramente ao lado. Do outro lado, o AC Milan respondeu com Musah, que após um livre de Modrić apareceu isolado diante de Stankovic, mas acertou em cheio na trave.
Amorim tentou então mudar o ritmo com as entradas de Saelemaekers e Rabiot, e foi precisamente o belga que se revela decisivo. Depois de mais uma oportunidade desperdiçada de cabeça por Ramos, por volta dos 65 minutos arrancou o contra-ataque que desbloqueou o jogo: Saelemaekers acelerou pela ala e serviu o português, que desta vez não deu hipótese a Stankovic com um remate potente. Estava feito o 1-0, merecido sobretudo pela quantidade de ocasiões criadas pelo avançado ao longo da noite.
No final, o AC Milan controlou a vantagem e tentou explorar os espaços deixados por um Veneza cada vez mais balanceado no ataque. Aos 88 minutos chegou também o segundo golo: Saelemaekers voltou a servir um passe preciso para Jashari, que rematou à baliza e viu Halhal desviar infeliz para o autogolo, fixando o 2-0.
Foi o golpe que encerra definitivamente o encontro. Saelemaekers confirma-se mais uma vez determinante a sair do banco, participando também na jogada do segundo golo depois de já ter assistido Ramos para o 1-0. O Milan pode assim celebrar a primeira vitória da época em San Siro, numa noite que começou com a memória de Franco Baresi e terminou com três pontos importantes.

