Inter 1-0 Lecce

Com algumas alterações no onze inicial, a equipa orientada por Cristian Chivu entrou determinada e criou perigo logo aos seis minutos, quando Ange-Yoan Bonny rompeu pela defesa adversária e rematou rasteiro, obrigando Wladimiro Falcone a uma defesa atenta. Pouco depois, o avançado francês voltou a estar em evidência ao servir Piotr Zieliński, cujo remate saiu ligeiramente por cima. A meio da primeira parte, Bonny chegou mesmo a conquistar uma grande penalidade, após um alegado contacto com Danilo Veiga, mas a decisão acabou revertida após longa análise do VAR.
O Inter manteve a pressão em busca do golo, com Henrikh Mkhitaryan a tentar a sorte de fora da área na sequência de um canto, mas a bola saiu a rasar o poste. Já em tempo de compensação, Marcus Thuram cabeceou fraco para defesa fácil de Falcone, que ainda lançou um contra-ataque rápido para Riccardo Sottil, autor do único lance de perigo do Lecce na primeira parte, com um remate de meia-volta que saiu ligeiramente ao lado.
A toada manteve-se no segundo tempo, com o Inter por cima, mas novamente a esbarrar na inspiração de Falcone, que defendeu um cabeceamento de Nicolò Barella após cruzamento de Carlos Augusto. Pouco depois, Barella voltou a servir Andy Diouf, mas o remate saiu à figura do guarda-redes. O Lecce resistia e até contou com alguma sorte, quando um cabeceamento de Pio Esposito, na sequência de um canto, sofreu um desvio e passou muito perto do poste.

Perante as dificuldades, Chivu lançou em campo o melhor marcador do campeonato, Lautaro Martínez, mas curiosamente foi o Lecce quem esteve mais perto de marcar pouco depois, com Jamil Siebert a aproveitar uma bola solta na área e a obrigar Yann Sommer a uma grande defesa após um remate desviado.
Aos 78 minutos, o Inter acabaria finalmente por desbloquear o encontro. Um remate de Lautaro Martínez foi defendido de forma incompleta por Falcone, com Pio Esposito a surgir no sítio certo para encostar e fazer o único golo da partida. O jovem avançado ainda esteve perto do bis pouco depois, mas o remate saiu a centímetros do poste.
O triunfo acabou por ser suficiente para o Inter somar a 12.ª vitória em 14 jogos na Serie A, reforçando a candidatura ao título. Já o Lecce, que voltou a sair em branco, mantém-se como o ataque menos concretizador do campeonato e continua envolvido na luta pela permanência.
Nápoles 0-0 Parma

No jogo em atraso da 16.ª jornada, o Nápoles não foi além do 0-0 em casa frente ao Parma, voltando a tropeçar perante os seus adeptos.
O primeiro tempo no Maradona terminou sem golos, com o Nápoles a mostrar-se desde o início, mas sem conseguir ultrapassar o muro montado pelo Parma, que apostou num cauteloso 3-5-1-1.
A formação ducal, apesar de Carlos Cuesta ter abdicado de Enrico Delprato, Mateo Pellegrino e Adrian Bernabé e ter optado por lançar o estreante Filippo Rinaldi na baliza, aguentou com relativa facilidade, tentando sair em transição graças à ousadia de Jakub Ondrejka.
Por seu lado, o clube napolitano chegou ao 1-0 logo aos dez minutos, com o habitual Scott McTominay a finalizar uma jogada confusa, levando a bola para dentro da baliza, mas o golo foi anulado por um fora de jogo milimétrico, provocado pela posição de Pasquale Mazzocchi no flanco direito.
Nos restantes 35 minutos, os napolitanos criaram pouco, permitindo ao guarda-redes emiliano brilhar após um canto desviado por Alessandro Buongiorno e esbarrando repetidamente nos centrais ducais, sempre bem colocados e eficazes a travar Rasmus Hojlund.
O tempo foi passando, mas a equipa da casa continuou a ter dificuldades em encontrar espaços para criar perigo na segunda parte, limitando-se a alguns lances esporádicos sem grande consequência.
Cristian Stellini, hoje no banco em vez do suspenso Antonio Conte, lançou Antonio Vergara na esperança de que pudesse inventar algo, enquanto perto do minuto 90 apostou em Lorenzo Lucca para dar mais presença na área. Tudo em vão, perante a ineficácia ofensiva dos campeões de Itália, incapazes de criar oportunidades reais nos cinco minutos de compensação.

