Recorde as incidências da partida

O início foi chocante para o Nápoles frente ao Lecce, em casa. Perante os seus adeptos, a equipa de Antonio Conte foi surpreendida pela formação de Eusebio di Francesco. Nos primeiros dois minutos do encontro, os salentinos assumiram o controlo com um cabeceamento de Siebert após um canto do lado direito, conquistado graças a uma pressão constante.
Com justiça na frente, os visitantes mantiveram-se firmes no relvado, entre circulação de bola e organização táctica, enquanto do lado dos anfitriões o regressado Anguissa mostrava-se apático e pouco incisivo. O ímpeto dos giallorossi evidenciava-se em contra-ataque, no final do qual Banda, com um remate desviado, esteve perto de ampliar a vantagem. Mas foi no canto seguinte que Tiago Gabriel antecipou Meret com um salto, mas de cabeça não acertou na baliza.
Azzurri sem ideias
Desorientado, o onze local confiava em Alisson Santos, emprestado pelo Sporting, cuja arrancada pela esquerda encontrou Gilmour no centro, mas o toque deste, em boa posição, foi desajeitado. O primeiro tempo passou com um Lecce intenso, determinado e dinâmico, tanto com bola como sem ela. O Nápoles, por sua vez, estava bloqueado e sem grandes ideias. As investidas por Alisson e Politano eram as únicas iniciativas, sempre infrutíferas. Antes do intervalo, Politano tentou um remate em arco ao primeiro poste, que deu a ilusão de golo.
Com McTominay e De Bruyne em campo desde o início da segunda parte, os partenopei entraram com outra atitude. E, aproveitando uma distração táctica do Lecce, chegaram rapidamente ao empate. Hojlund finalizou à boca da baliza após um cruzamento de Politano, bem lançado por Gilmour, que teve imenso espaço para a verticalização. Com o jogo de novo equilibrado, a equipa da casa confiava nos recém-entrados para tentar passar para a frente.
E depois de uma boa incursão de McTominay, neutralizada por um desvio, foi um passe do belga que inspirou Alisson, cujo remate de pé esquerdo foi bloqueado por Falcone. O momento decisivo chegou ao 67.º: num canto do lado esquerdo, um desvio favoreceu a coordenação de Politano, que rematou seco e certeiro, quebrando um jejum de golos que já durava há 43 jogos.
Com o passar dos minutos, De Bruyne destacou-se, e aos 74' criou, com um passe brilhante, um espaço inexistente para Alisson. O brasileiro avançou para o centro e rematou ao primeiro poste, mas falhou por pouco. A posse de bola dos azzurri não era muito fluida, apesar da presença do belga, enquanto Hojlund perdeu muitos duelos com Siebert.
Perto dos 90', todo o estádio ficou em silêncio quando N'Dri caiu no relvado devido a um mal-estar no peito. Após alguns minutos de suspense, o marfinense recuperou e foi retirado pelos médicos do Lecce, sob aplausos do público. Depois, nada mais aconteceu, e os azzurri garantiram três pontos suados mas essenciais para a Liga dos Campeões.

