Serie A: Um Génova que desafia a essência de Daniele De Rossi

Daniele de Rossi, treinador do Génova
Daniele de Rossi, treinador do GénovaSTEFANO RELLANDINI / AFP

Ainda não conseguiu manter a baliza inviolada desde que chegou, nos 10 jogos em que orientou a equipa. Já sofreu 19 golos, quase dois por partida.

Daniele de Rossi assumiu o comando do Génova no início de novembro e, no primeiro mês, conseguiu resultados positivos, mas nos últimos cinco jogos a equipa sofreu vários reveses que a deixaram abalada. O grande desafio é melhorar o sector defensivo, como revela a BeSoccer Pro: sofreu golos em todos os 10 encontros que dirigiu.

Enquanto jogador, uma das suas principais funções era precisamente garantir a baliza a zeros, como médio defensivo, mas ainda não conseguiu transpor essa eficácia defensiva para o papel de treinador, pelo menos ao serviço deste Génova. Já soma 10 jogos à frente da equipa e em seis deles sofreu mais do que um golo.

Sangria defensiva

No seu segundo jogo, conseguiu um empate, mas num duelo bastante caótico e com muitos golos, na visita ao Cagliari, que terminou 3-3. A derrota mais pesada foi em Bérgamo, frente à Atalanta. Um doloroso 0-4, o pior resultado até ao momento.

Nem mesmo nas duas vitórias, frente ao Hellas Verona (2-1) e à Udinese (1-2), conseguiu manter a baliza inviolada. O sistema de três centrais que implementou ainda não trouxe frutos na vertente defensiva. Na verdade, desde a chegada de De Rossi ao Génova, a equipa já sofreu 19 golos, o pior registo entre os 20 clubes da Serie A nesse período.