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Tribunal chinês abre processo de liquidação do antigo Guangzhou Evergrande

Guangzhou Evergrande viveu dias conturbados
Guangzhou Evergrande viveu dias conturbadosZHONG ZHENBIN / IMAGINECHINA VIA AFP

Um tribunal de Cantão, no sudeste da China, abriu formalmente o processo de liquidação por insolvência do Guangzhou FC, antigo Guangzhou Evergrande e um dos clubes mais bem-sucedidos do futebol chinês, após anos de dificuldades financeiras.

O Tribunal Popular Intermédio de Cantão anunciou que aceitou, na segunda-feira, o pedido de liquidação apresentado pela Guangzhou Zhonghang Service Management contra o clube e nomeou uma equipa de liquidação como administradora da instituição.

Os credores têm até 30 de novembro para reclamar os respetivos créditos, estando a primeira assembleia de credores marcada para 08 de dezembro.

A decisão surge depois de o clube não ter obtido, no início de 2025, a licença necessária para participar nas competições profissionais chinesas, por não ter conseguido reunir fundos suficientes para liquidar as dívidas, situação que o deixou então à beira do desaparecimento.

O Guangzhou FC viveu o período de maior sucesso sob a designação Guangzhou Evergrande, após o gigante imobiliário com o mesmo nome ter adquirido o clube em 2010.

A equipa conquistou oito títulos da Superliga chinesa e venceu por duas vezes a Liga dos Campeões asiática, em 2013 e 2015.

Pelo clube passaram futebolistas como os brasileiros Robinho e Paulinho, o colombiano e antigo jogador do FC Porto Jackson Martínez e o argentino Darío Conca, enquanto entre os treinadores estiveram os italianos Fabio Cannavaro e Marcello Lippi e o brasileiro Luiz Felipe Scolari.

Os problemas do clube agravaram-se em paralelo com a crise da Evergrande, que entrou em incumprimento em 2021, após acumular um passivo de centenas de milhares de milhões de dólares.

A equipa desceu da primeira divisão em 2022 e tentou posteriormente manter-se no segundo escalão, antes de ficar afastada do futebol profissional.

O caso insere-se nas dificuldades que o futebol profissional chinês atravessa há vários anos, com mais de 30 clubes a desaparecerem desde 2020, num contexto marcado por casos de corrupção e insolvências.