Feminino: Barcelona conquista Supertaça de Espanha após vencer um Clássico intenso (2-0)

O Barcelona celebra o golo de Brugts
O Barcelona celebra o golo de BrugtsRFEF

O Barcelona impôs-se ao Real Madrid na final da Supertaça de Espanha, disputada este sábado no SkyFi Castalia, adiando assim o primeiro título da secção feminina do conjunto branco. Kika Nazareth não jogou devido a castigo, mas as companheiras Brugts e Putellas garantiram o triunfo.

Recorde aqui as incidências do encontro

Toda a pressão recaía sobre a equipa azulgrana por vários motivos: plantel, histórico entre ambos, palmarés... Mas nada está decidido quando há um troféu em disputa e os adeptos estavam ansiosos por vibrar e desfrutar de um duelo de alto nível. O 1-3 da época passada deveria servir de aviso para as culés caso, por acaso, tivessem intenção de entrar com superioridade, algo que não aconteceu. O equilíbrio foi a nota dominante no início.

Pontuações das jogadoras
Pontuações das jogadorasFlashscore

A posse de bola, contudo, pertencia ao Barcelona, que tinha uma missão clara: reduzir o número de perdas e, assim, minimizar as transições do adversário, capaz de criar perigo com jogadoras rápidas como Athenea del Castillo, Linda Caicedo ou Naomie Feller. Ao Madrid custava-lhe manter a posse e também não se aproximava da área contrária, embora a extrema espanhola tenha tentado esticar a sua equipa com uma incursão pela ala esquerda.

Sem a lesionada Aitana Bonmatí e com Alexia Putellas algo apagada, foi a jovem Vicky López quem assumiu o comando com qualidade, critério e várias conduções que evidenciavam um ritmo superior ao das restantes jogadoras. Um remate seu à entrada da área, travado por Misa Rodríguez com uma excelente defesa, originou o canto que desfez a igualdade, com Esmee Brugts a destacar-se ao cabecear com êxito ao primeiro poste.

Depois, as blancas sentiram-se algo pressionadas e tiveram de concentrar-se em evitar um segundo golo que, sem dúvida, teria sido fatal para as suas aspirações, mais pelo impacto anímico do que pela desvantagem no marcador. Uma revisão de vídeo infrutífera fez abrandar o ritmo por instantes, embora as merengues tenham voltado a entrar no jogo após o reatamento e chegaram ao intervalo com boas sensações graças ao remate ao ferro da alemã Sara Däbritz.

As jogadoras da capital entraram com o mesmo ímpeto, mas as catalãs podiam ter sentenciado a final perto da hora de jogo, numa dupla oportunidade em que apenas o rosto de Misa e a falta de pontaria de Hansen, que atirou ao ferro, impediram o 2-0. No entanto, o encontro abriu-se e as blancas também procuraram marcar, sobretudo através de Athenea e Linda, a quem faltou eficácia num duelo frente a frente que foi travado por Ona.

A árbitra voltou ao ecrã para rever um possível penálti numa ação de Caicedo, mas a corrida para a linha lateral foi em vão, pois Paredes não cometeu qualquer infração. Depois, Pajor voltou a desperdiçar o 2-0 ao chocar com a guarda-redes canária numa transição, mas a falta de pontaria da avançada polaca não impediu que as blaugranas defendessem a sua coroa, ainda mais depois do golo de Alexia Putellas da marca dos 11 metros, após ela própria ter conquistado o penálti já perto do tempo de compensação.