Feminino: Uzbequistão a viver e a valorizar o momento na estreia nas eliminatórias da Taça Asiática

Umida Zoirova, do Uzbequistão, controla a bola durante um jogo da fase de grupos frente ao Bangladesh
Umida Zoirova, do Uzbequistão, controla a bola durante um jogo da fase de grupos frente ao BangladeshJANELLE ST PIERRE / GETTY IMAGES VIA AFP

O Uzbequistão, que está a fazer história, pretende surpreender a Coreia do Sul nos quartos de final da Taça Asiática feminina, com a treinadora Kotryna Kulbyte a incentivar as suas jogadoras a continuarem a sonhar alto.

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As duas equipas vão defrontar-se em Sydney este sábado, com a qualificação direta para o Mundial de 2027 no Brasil garantida para quem vencer.

Enquanto Coreia do Sul — vice-campeã asiática em 2022 — está a disputar pela quarta vez consecutiva as eliminatórias, é a primeira vez para as uzbeques.

Kulbyte afirmou que a sua equipa deve aproveitar o momento.

"Há sempre o risco de nos deixarmos levar demasiado pelas emoções, mas faz parte do desporto. Se não vivermos e valorizarmos o momento, então não faz sentido", disse.

"Há um ano sonhámos estar aqui. Depois sonhámos chegar aos quartos de final. Agora trata-se de concretizar o nosso próximo sonho, mas sonhar sem trabalhar não resulta. Estamos felizes com o que alcançámos, mas queremos mais", acrescentou.

A Coreia do Sul é favorita, depois de ultrapassar a anfitriã Austrália e terminar no topo do seu grupo, e o treinador Shin Sang-woo está confiante enquanto se aproxima do primeiro título continental.

"Sinto que vamos entrar na partida em boa condição", afirmou.

"Esperamos que sejam compactas e organizadas na defesa. Preparámos várias opções ofensivas e estamos prontos para as mostrar no jogo", acrescentou.

A Coreia do Sul marcou nove golos por oito jogadoras diferentes nos jogos do grupo frente à Austrália, Irão e às Filipinas.

Kulbyte referiu que essa versatilidade representa uma ameaça e exige máxima concentração da sua equipa.

"Temos de estar organizadas taticamente. Elas têm jogadoras de qualidade, mas já mostramos que conseguimos ser disciplinadas e estruturadas", disse.