Recorde as incidências do encontro
A Raposa teve 63% de posse de bola e controlou grande parte do encontro, mas não conseguiu transformar esse domínio em vantagem fora de casa. Este foi já o quarto empate a zero registado nos oitavos de final, em apenas seis jogos disputados.

Apesar de ter mais tempo de posse, o Cruzeiro sentiu dificuldades para criar verdadeiro perigo junto da baliza da Chapecoense. A formação mineira fez apenas um remate enquadrado, contra dois da equipa catarinense. A Raposa chegou mesmo a marcar, por intermédio de Kaique Kenji, mas o golo foi anulado por fora de jogo, num lance muito ajustado.
O lance voltou também a evidenciar uma particularidade desta edição da Taça do Brasil. Ao contrário do que acontece em algumas competições nacionais, não existe tecnologia de fora de jogo semiautomático no torneio.
A opção prende-se com uma questão de equidade, uma vez que nem todos os estádios que recebem jogos da competição dispõem das condições técnicas necessárias para instalar esse sistema.

Com este empate, a eliminatória continua totalmente em aberto. Cruzeiro e Chapecoense voltam a defrontar-se na próxima quarta-feira (5), às 19h00, no Mineirão. A equipa de Belo Horizonte terá a vantagem de decidir o apuramento perante os seus adeptos.
Se o empate da primeira mão não deu qualquer vantagem ao Cruzeiro, o histórico recente das deslocações ao terreno da Chapecoense deixa motivos para algum otimismo. Em 11 jogos fora de casa frente ao adversário, a Raposa soma quatro vitórias, cinco empates e apenas duas derrotas.
No Mineirão, porém, o equilíbrio é maior. Em 12 confrontos, o Cruzeiro venceu seis, a Chapecoense triunfou quatro vezes e registaram-se ainda dois empates.

