Recorde as incidências da partida
Já lá vão seis anos desde a última conquista bávara na prova – a maior seca desde o jejum de 12 anos que terminou em 1998 – e, numa fase inicial, pareceu que a espera poderia prolongar-se.

Uma sensacional arrancada de Yan Diomande terminou com o costa-marfinense a servir Christoph Baumgartner, que atirou para o canto mais distante, mas os festejos do austríaco foram travados por intervenção do VAR, que assinalou fora de jogo. A resposta dos anfitriões foi imediata: Harry Kane viu um remate ser cortado em cima da linha por Castello Lukeba, antes de o capitão inglês falhar o alvo de primeira, após cruzamento de Michael Olise.
A primeira parte, animada mas sem golos, terminou com ambos os guarda-redes a brilharem perante remates de David Raum e Aleksandar Pavlović. Maarten Vandevoordt foi decisivo nesse segundo lance e voltou a negar o golo a Serge Gnabry já na etapa complementar, mas passou de herói a vilão pouco depois da hora de jogo, ao derrubar Josip Stanišić na área. Chamado à marca dos 11 metros, Kane (64') colocou a bola junto ao poste e inaugurou o marcador, coroando uma exibição muito interventiva.
O Bayern não tirou o pé do acelerador e ampliou a vantagem poucos minutos depois, quando Luis Díaz (67') escapou à defesa e aproveitou um passe de Olise para finalizar por baixo do guarda-redes.
O Leipzig ainda tentou reagir, mas foi mantido à distância pelo gigante bávaro, que soma agora sete jogos consecutivos sem perder frente a este adversário. Mais importante ainda, o sonho do triplete continua vivo. Já o Leipzig, apesar de ter deixado melhor imagem do que nas derrotas por 6-0 e 5-1 sofridas anteriormente esta época, terá de esperar pelo menos mais um ano para tentar juntar novos títulos aos conquistados em 2022 e 2023.

