Recorde as incidências da partida
Gonçalo Nunes (treinador do Torreense):
“O Valadares é sempre um osso duro de roer, seja com 11 ou com 10.
O facto de essa expulsão ter acontecido tão cedo responsabilizou muito a nossa equipa, houve alguma precipitação, em muitos momentos quisemos fazer as coisas depressa de mais para tirar partido dessa vantagem.
Não foi o melhor jogo da época, mas não perdemos o fundamental, fomos sempre disciplinados, estivemos sempre muito bem organizados e estivemos muito bem no momento sem bola e conseguimos, naturalmente, tirar partido dessa vantagem e também de algum desgaste.
Estou extremamente feliz. O sentimento de estar no Torrense e conquistar troféus é sempre um sinónimo de felicidade, conquistar três em quase menos de um ano no Torreense é algo inexplicável.
Não há segredo, uma das coisas que nos caracteriza mais é a união deste grupo nos momentos bons e menos bons. Essa união permite-nos ir ultrapassando todas as adversidades.
De momento, o grande objetivo é finalizar a época, vamos ficar muito focados em defender o lugar onde estamos, porque era uma nova história, a mais brilhante de todas, conseguir levar o Torreense num caminho da Europa. Nada é impossível”.
Zé Nando (treinador do Valadares Gaia):
“O jogo ficou condicionado pela expulsão, foi muito cedo, jogámos 97 minutos com 10 jogadoras. Entrámos muito bem no jogo, criámos a primeira oportunidade de jogo, muito bem a controlar o jogo, só que depois aquela expulsão condicionou completamente a nossa estratégia.
O Torreense sentiu-se ainda mais confortável, é uma equipa que gosta de ter bola, que gosta de dominar o jogo e a jogar contra 10, fez-nos recuar mais, ficámos mais baixas e aí tivemos mais dificuldades em sair.
Tenho de enaltecer a forma como as jogadoras lutaram, foram resistentes e resilientes, organizadas, a correr, a lutar e com alguns ajustes, na segunda parte, conseguimos ainda equilibrar o jogo, mas era muito esforço.
Nos primeiros dez minutos, o Valadares estava melhor no jogo e a expulsão da nossa capitã da equipa, e num lugar fundamental, nuclear, que é a guarda-redes, e como disse na antevisão, o fator emocional iria ser preponderante e foi. Apesar de a Carolina ter substituído muito bem a Erin, foi um abalo muito grande na nossa organização e na parte emocional das nossas jogadoras”.
Carolina Correia (capitã do Torreense):
“É um orgulho. Foi um jogo complicado, sabíamos que com a expulsão da guarda-redes íamos ter superioridade, tentámos manter a calma, sabíamos que ia ser difícil, o Valadares fechou-se mais, tínhamos de arriscar mais.
Claramente também iríamos falhar mais, mas o Torreense é até à última, acreditamos sempre até à última, foi o caso e vou muito feliz. Foi muito bom.
É o reconhecimento de muito trabalho, já estamos juntos há alguns anos e é o acreditar e o caminho que o Torreense tem feito no futebol feminino".
