Gonçalo Nunes sobre a Taça da Liga: "Sendo uma final, o equilíbrio emocional será decisivo"

Gonçalo Nunes, treinador do Torreense
Gonçalo Nunes, treinador do TorreenseSport Clube União Torreense - Futebol Feminino

As declarações do treinador do Torreense, Gonçalo Nunes, na conferência de antevisão ao encontro frente ao Valadares Gaia, a contar para a final da Taça da Liga feminina, marcada para este sábado, às 19:00, no Estádio do Fontelo, em Viseu.

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Jogo: "Numa final, o rigor é sempre determinante. Sabemos que errar menos pode ser um fator decisivo e ambas as equipas terão isso bem presente. É fundamental manter o foco para evitar erros e, ao mesmo tempo, tentar provocar o erro no adversário. São projetos muito estáveis, com um conhecimento mútuo bastante aprofundado".

Análise ao Valadares: "O campeonato é uma realidade diferente. Temos um histórico negativo frente a este adversário esta época, por isso estamos mais do que avisados. Sabemos das dificuldades que vamos encontrar".

"São equipas fáceis de caracterizar, mas muito difíceis de anular em jogo. O coletivo é muito forte, é uma equipa muito concentrada, letal e competitiva. Independentemente do onze escolhido, haverá sempre jogadoras capazes de acrescentar. Numa final, o detalhe faz toda a diferença".

"Acima de tudo, é importante perceber os diferentes momentos do jogo. Não acredito que haja um domínio claro e contínuo. Numa final, é essencial saber lidar com o contexto, tanto no plano emocional como no plano estratégico".

Projeto do Torreense: "São projetos que têm revelado estabilidade e consistência. De certa forma, mantêm-se semelhantes ao que foram na época passada, com objetivos e lutas idênticas. O grande mérito está no facto de nem sempre a realidade económica ditar quem vence. O sucesso passa muito pela planificação e pelo alinhamento em torno de um objetivo comum".

"Mais do que ter muitos recursos, é fundamental saber otimizá-los, mesmo em contextos adversos. O lado relacional também é muito importante e tem existido uma forte união e a capacidade de separar o lado profissional das relações pessoais. Uma boa organização, aliada a uma visão clara e aos recursos certos, aumenta a probabilidade de sucesso".

Troféu: "Não sairemos os dois felizes, isso é certo. Ainda assim, chegar aqui já é um sinal claro de qualidade. O resultado da final não deve desvalorizar a equipa que não vencer, tendo em conta o percurso que ambas fizeram. Para nós, esta final representa muito".

"Continuamos a ser um clube que enfrenta várias dificuldades e adversidades. Um exemplo disso é o facto de não termos jogado em casa - tivemos seis “casas” diferentes ao longo da época. Mas esse esforço acabou por unir ainda mais o grupo. A equipa soube sempre reagir".

"Levar a taça connosco seria um sentimento de justiça por tudo aquilo que vivemos. Ainda assim, não será o resultado desta final a marcar negativamente uma época que tem sido de excelência. Vamos trabalhar para sermos felizes".

Surpresas: "Não espero grandes surpresas. O mais importante será sermos fortes nos diferentes momentos do jogo. A identidade das equipas não vai mudar. Vamos procurar impor o nosso jogo e acreditamos que a chave estará aí. Sendo uma final, o equilíbrio emocional será decisivo. Da nossa parte, não haverá grandes alterações - o objetivo é sermos ainda mais fortes dentro daquilo que já somos. Temos uma identidade bem definida e é com base nela que vamos competir".