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Como se pode resolver este jogo? "São duas equipas muito equilibradas, que estão a fazer uma excelente época e chegam muito motivadas. Temos andado na luta pelo 3.º e 4.º lugar. São duas equipas com identidade muito própria, fáceis de estudar, mas difíceis de contrariar. É uma final inédita, entre duas excelentes equipas, que vão dignificar o futebol feminino".
Análise Torreense: "Os jogos do campeonato nada têm a ver com uma final. Fomos regulares ao longo da época, mas uma final é uma final. No campeonato há margem para recuperar, aqui não. As jogadoras vão estar totalmente concentradas. O Torreense já mostrou que é uma equipa competente e estamos a preparar-nos para isso. É uma equipa muito organizada e, por isso mesmo, difícil de contrariar".
Projeto do Valadares: "É um processo feito semana a semana. Primeiro é preciso ganhar e, depois, continuar a evoluir. Tivemos de decidir se ficávamos no apeadeiro ou se saltávamos para dentro do comboio".
"Sabemos que o futebol, seja masculino ou feminino, está num crescimento muito acelerado e reunimos pessoas competentes. O presidente e a direção têm feito um grande esforço para profissionalizar os departamentos. A partir daí, houve um alinhamento total entre todos".
"Muito do trabalho é invisível, mas acaba por aparecer. Reforçámos áreas como o scouting, o departamento médico e a profissionalização das jogadoras. Começámos a dar mais estrutura à equipa e os resultados começaram a surgir".
"Com bom alinhamento, planeamento antecipado e um scouting eficaz, os frutos aparecem. Somos um clube de dimensão mais pequena, mas trabalhamos como um grande. Há três anos decidimos dar esse salto e os resultados estão à vista. Trabalhamos para que as jogadoras se sintam profissionais e valorizadas".
Troféu: "Significa muito. Por trás desta taça está muito trabalho. É importante para enriquecer o currículo, mas gostava de valorizar sobretudo o projeto, as jogadoras e toda a família que nos rodeia.
"Há muito suor e muitas lágrimas em todo este percurso. Levantar a taça seria um prémio justo por tudo aquilo que temos vivido. Ainda assim, chegar aqui já é um grande feito".
Oportunidade para fazer história: "É muito importante. Já recebemos muitas mensagens de apoio. Tem havido uma ligação muito forte entre a formação e a equipa sénior. Somos a equipa com mais jogadoras formadas no clube e temos tido sempre o apoio das mais jovens. Muitas treinam connosco e estão presentes nos jogos, até como apanha-bolas. Deixaram-nos mensagens muito especiais e queremos corresponder dentro de campo".
Surpresas: "São duas equipas com uma ideia de jogo bem definida e princípios claros. Não há grandes surpresas. As características das jogadoras podem fazer a diferença, sobretudo se alguém estiver num dia inspirado. O Gonçalo conhece bem a nossa equipa, assim como nós conhecemos o Torreense. Numa final, não faz sentido mudar tudo. Chegámos até aqui com esta identidade e é assim que vamos disputar o jogo".
"Gostava que todas as jogadoras se transcendessem. O estado emocional pode ser um fator decisivo. A diferença pode estar aí. É fácil estudar estas equipas, mas difícil contrariá-las. Toda a gente sabe o que o Messi faz, mas a verdade é que ele acaba quase sempre por marcar".
