Zé Nando projeta final da Taça da Liga: "Há muito suor e muitas lágrimas em todo este percurso"

Zé Nando, treinador do Valadares Gaia
Zé Nando, treinador do Valadares GaiaValadares Gaia FC Feminino

As declarações do treinador do Valadares Gaia, Zé Nando, na conferência de antevisão ao encontro frente ao Torreense, a contar para a final da Taça da Liga feminina, marcada para este sábado, às 19:00, no Estádio do Fontelo, em Viseu.

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Como se pode resolver este jogo? "São duas equipas muito equilibradas, que estão a fazer uma excelente época e chegam muito motivadas. Temos andado na luta pelo 3.º e 4.º lugar. São duas equipas com identidade muito própria, fáceis de estudar, mas difíceis de contrariar. É uma final inédita, entre duas excelentes equipas, que vão dignificar o futebol feminino".

Análise Torreense: "Os jogos do campeonato nada têm a ver com uma final. Fomos regulares ao longo da época, mas uma final é uma final. No campeonato há margem para recuperar, aqui não. As jogadoras vão estar totalmente concentradas. O Torreense já mostrou que é uma equipa competente e estamos a preparar-nos para isso. É uma equipa muito organizada e, por isso mesmo, difícil de contrariar".

Projeto do Valadares: "É um processo feito semana a semana. Primeiro é preciso ganhar e, depois, continuar a evoluir. Tivemos de decidir se ficávamos no apeadeiro ou se saltávamos para dentro do comboio". 

"Sabemos que o futebol, seja masculino ou feminino, está num crescimento muito acelerado e reunimos pessoas competentes. O presidente e a direção têm feito um grande esforço para profissionalizar os departamentos. A partir daí, houve um alinhamento total entre todos".

"Muito do trabalho é invisível, mas acaba por aparecer. Reforçámos áreas como o scouting, o departamento médico e a profissionalização das jogadoras. Começámos a dar mais estrutura à equipa e os resultados começaram a surgir".

"Com bom alinhamento, planeamento antecipado e um scouting eficaz, os frutos aparecem. Somos um clube de dimensão mais pequena, mas trabalhamos como um grande. Há três anos decidimos dar esse salto e os resultados estão à vista. Trabalhamos para que as jogadoras se sintam profissionais e valorizadas".

Troféu: "Significa muito. Por trás desta taça está muito trabalho. É importante para enriquecer o currículo, mas gostava de valorizar sobretudo o projeto, as jogadoras e toda a família que nos rodeia.

"Há muito suor e muitas lágrimas em todo este percurso. Levantar a taça seria um prémio justo por tudo aquilo que temos vivido. Ainda assim, chegar aqui já é um grande feito".

Oportunidade para fazer história: "É muito importante. Já recebemos muitas mensagens de apoio. Tem havido uma ligação muito forte entre a formação e a equipa sénior. Somos a equipa com mais jogadoras formadas no clube e temos tido sempre o apoio das mais jovens. Muitas treinam connosco e estão presentes nos jogos, até como apanha-bolas. Deixaram-nos mensagens muito especiais e queremos corresponder dentro de campo".

Surpresas: "São duas equipas com uma ideia de jogo bem definida e princípios claros. Não há grandes surpresas. As características das jogadoras podem fazer a diferença, sobretudo se alguém estiver num dia inspirado. O Gonçalo conhece bem a nossa equipa, assim como nós conhecemos o Torreense. Numa final, não faz sentido mudar tudo. Chegámos até aqui com esta identidade e é assim que vamos disputar o jogo".

"Gostava que todas as jogadoras se transcendessem. O estado emocional pode ser um fator decisivo. A diferença pode estar aí. É fácil estudar estas equipas, mas difícil contrariá-las. Toda a gente sabe o que o Messi faz, mas a verdade é que ele acaba quase sempre por marcar".