Depois de em abril, Pedro Proença ter revelado que existiram propostas de Estados Unids da América, Arábia Saudita e Europa, Rui Caeiro assumiu que a realização da final four da Taça da Liga no Médio Oriente é uma possibilidade real no futuro.
“É um produto muito interessante do ponto de vista internacional, com muitos interessados em levar para os seus países. É um modelo de sucesso e internacionalizável. A ambição dos países do Médio Oriente em ter este tipo de competições tem estado a incrementar-se de forma significativa. É objetivo aproveitar essa oportunidade que se está a gerar. Claro que entendemos a vontade de outras geografias, mas obviamente que o Médio Oriente ganha a vantagem com o foco e o investimento em espetáculos desportivos que, neste momento, é muito significativo”, explicou ao programa Bola Branca da Rádio Renascença.
Recorde-se que a final four da Taça da Liga vai disputar-se em Leiria, entre 23 e 27 de janeiro, numa tradição que se repete há quatro anos. A decisão da prova que arrancou em 2007/08 já foi disputada no Algarve, Coimbra e Braga.
Centralização dos direitos
Outra as grandes bandeiras da direção da Liga de Clubes presidida por Pedro Proença é a centralização dos direitos audiovisuais. Rui Caeiro explicou que o modelo de distribuição pelos clubes ainda está a ser negociado.
“Para nós, o modelo que deve ser aplicado será um que tenha uma componente de distribuição igualitária, na ordem do que é feito nas outras ligas, por volta dos 50%. Os outros 50% com base no mérito desportivo e na implantação social de cada uma das equipas”, atirou.
Recorde-se que na Europa existem vários modelos de distribuição. Inglaterra e França pagam aos clubes mediante o interesse despertado em termos de audiência, Itália tem em atenção o número de sócios.
