Recorde as incidências da partida
Após um empate 0-0 no tempo regulamentar, o encontro de atribuição do terceiro lugar foi decidido nas grandes penalidades. O guarda-redes Stanley Nwabali foi o herói da Nigéria, ao garantir a medalha de bronze para os Super Eagles, depois de um triunfo por 4-2 no desempate por penáltis.
O guardião do Chippa United realizou duas defesas decisivas, negando o golo ao capitão Mohamed Salah e ao avançado Omar Marmoush, antes de Akor Adams, Moses Simon, Alex Iwobi e Ademola Lookman converterem para as Super Águias.
Fisayo Dele-Bashiru falhou o primeiro penálti da Nigéria, depois de o seu remate fraco ter sido defendido pelo guarda-redes do Egito, Ouba Shobeir. No entanto, as defesas de Nwabali a negar Salah e Marmoush mudaram o rumo do jogo a favor da Nigéria, com Lookman a converter o penálti decisivo.
"Sinto um enorme orgulho neles"
“Ser treinador nunca é fácil. Houve um momento em que senti desilusão, não porque os jogadores não corresponderam, mas porque deram tudo até à exaustão. Hoje, ao estar aqui, sinto um enorme orgulho neles", afirmou Chelle aos jornalistas.
“Tenho muito orgulho em ser o treinador da seleção nigeriana. Esta equipa deu tudo – não só neste jogo, mas ao longo dos últimos dois meses e durante um ano inteiro de trabalho contínuo. O que alcançámos não foi por acaso. Houve um trabalho enorme realizado com os jogadores", acrescentou.
“Construir um grupo forte não é fácil; gerir diferentes personalidades exige calma e paciência, mas os jogadores corresponderam da melhor forma possível. Os jogadores deram tudo por mim, pela equipa técnica e pelo país. Tenho respeito por todos e estou extremamente orgulhoso do que entregaram", disse o treinador.
O antigo selecionador do Mali afirmou ainda que vai usar esta vitória frente aos Faraós como base para a próxima fase de construção de uma Nigéria forte.
“Este jogo não é apenas uma história de uma noite; faz parte de um percurso mais longo que diz respeito ao futuro desta equipa. Vamos aproveitar esta experiência e será a base para a próxima etapa do trabalho”, acrescentou Chelle.
“Testámos diferentes ideias, experimentámos várias abordagens e aprendemos com cada situação. Algumas coisas resultaram, outras não – mas é assim que as equipas evoluem. O que mais me importa é claro: esta equipa tem carácter, compromisso e um futuro promissor pela frente", referiu.
"Egito mostrou grande carácter"
Apesar da derrota, o selecionador do Egito, Hossam Hassan, mostrou-se confiante, garantindo estar satisfeito com o desempenho e o empenho dos seus jogadores ao longo da edição de 2025 da CAN.
“Foi um jogo muito equilibrado frente a uma equipa nigeriana forte. Ambas as equipas estiveram organizadas e disciplinadas durante toda a partida”, afirmou Hassan.
“Conseguimos controlar várias fases do jogo, mas em encontros como este, tudo se decide nos detalhes. Hoje, o desfecho foi determinado pelas grandes penalidades. Os jogadores demonstraram grande carácter e disciplina. Estou muito satisfeito com o desempenho da minha equipa e orgulhoso do seu compromisso e do espírito que mostraram até ao fim. Os desempates por penáltis fazem parte do futebol. Por vezes correm a nosso favor, outras vezes não, e é preciso aceitar isso e continuar a trabalhar", acrescentou.
A CAN termina este domingo, com a seleção anfitriã, Marrocos, a defrontar o Senegal na final, no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat.
