CAN-2025: Força mental e física do Mali é fundamental para surpreender o Senegal, afirma Lassana Coulibaly

Mali defronta o Senegal esta sexta-feira
Mali defronta o Senegal esta sexta-feiraReuters / Siphiwe Sibeko

O Mali superou grandes adversidades e teve de ir buscar forças para chegar aos quartos de final da Taça das Nações Africanas, e vai precisar da mesma força mental frente ao muito favorito Senegal, esta sexta-feira.

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O Mali ficou reduzido a dez jogadores depois de o defesa Woyo Coulibaly ter sido expulso aos 26 minutos do jogo dos oitavos de final do último sábado, frente à Tunísia, em Casablanca, mas conseguiu resistir e forçar um empate 1-1 após prolongamento, seguindo em frente nas grandes penalidades.

"Contra a Tunísia, tivemos de mostrar uma mentalidade forte, pois era dez contra onze", afirmou o médio que atua na Serie A, Lassana Coulibaly, na conferência de imprensa de antevisão realizada esta quinta-feira.

"Vamos precisar da mesma mentalidade frente ao Senegal. Queremos seguir em frente e sentimos que não temos nada a perder. Não somos favoritos, mas com a nossa força mental e física, acreditamos que podemos vencer", acrescentou.

O Senegal é a segunda seleção melhor classificada de África e, com dez golos marcados nesta competição, apresenta-se como forte candidato a chegar às meias-finais da próxima semana.

"As oito equipas que garantiram a qualificação para os quartos de final são todas grandes potências do futebol africano, mas penso que estamos a jogar o melhor futebol", acrescentou o treinador do Mali, Tom Saintfiet.

"A única equipa a quem perderam nos últimos anos foi o Brasil, chegaram mesmo a vencer Inglaterra. É uma equipa estável, mas também muito forte, que marca golos com facilidade, concede pouco e é bastante perigosa. Mas também somos uma boa equipa. Ainda não perdemos nesta competição e jogámos bem contra Marrocos e Tunísia, dois países que garantiram a qualificação para o Mundial", referiu o técnico belga.

O Mali, contudo, também chegou aos últimos oito sem vencer qualquer jogo. Empatou os três jogos da fase de grupos e precisou das grandes penalidades frente à Tunísia na primeira ronda a eliminar.

"Não criámos muitas oportunidades de golo, mas jogámos com disciplina e não vamos alterar muito a nossa abordagem. Temos jogadores com boa qualidade e uma mentalidade muito forte", afirmou Saintfiet.

O Mali é o único país entre os últimos oito que nunca conquistou a Taça das Nações Africanas. Foi vice-campeão em 1972 e já atingiu as meias-finais em cinco ocasiões desde então.