Recorde as incidências da partida
As suas declarações surgiram antes de eventuais sanções por parte da Confederação Africana de Futebol à sua seleção nacional, depois de os jogadores do Senegal terem abandonado o relvado em protesto contra um penálti assinalado pelo VAR, regressando depois para vencerem os anfitriões, Marrocos, 1-0, após prolongamento.
Um grupo de adeptos senegaleses entrou em confronto com a segurança marroquina, ao tentar invadir o relvado, em protesto contra a decisão do penálti.
Dezoito adeptos do Senegal foram detidos e vão ser julgados em Marrocos devido aos incidentes.
Utilizadores das redes sociais dos dois países têm trocado acusações desde a final.
Ao discursar na abertura de uma comissão mista marroquino-senegalesa, em Rabat, uma semana após a final, Sonko afirmou que a sua visita ocorre num contexto "carregado de emoção desportiva, conduta deplorável e imagens que, por vezes, foram dolorosas para dois povos profundamente ligados entre si."
"Os comportamentos observados aqui e ali não devem ser negados nem dramatizados", afirmou.
Os incidentes "devem ser entendidos como excessos emocionais alimentados pela paixão, e não como ruturas políticas ou culturais", acrescentou.
Estas declarações marcaram a primeira vez que um alto responsável senegalês reconheceu os incidentes da final da Taça das Nações Africanas nestes termos, antes de eventuais medidas disciplinares por parte da CAF.
A federação marroquina de futebol anunciou que está a avançar com ações legais junto da CAF e da FIFA após os incidentes da final.
A CAF afirmou que tomará "as medidas adequadas" depois de analisar os incidentes do jogo, enquanto o presidente da FIFA, Gianni Infantino, condenou o comportamento dos jogadores do Senegal e dos elementos da equipa técnica.
O presidente Bassirou Diomaye Faye felicitou a seleção senegalesa em Dacar e agradeceu a Marrocos pela organização do torneio.
O Senegal é um dos aliados mais próximos de Marrocos no continente. Dacar apoia a soberania marroquina sobre o território disputado do Sara Ocidental, onde mantém um consulado.
O primeiro-ministro marroquino, Aziz Akhannouch, afirmou no mesmo evento que os laços seculares com o Senegal são fortes, mas não felicitou o Senegal pela conquista da Taça das Nações Africanas.
O rei de Marrocos declarou que o torneio foi um sucesso para África e que os "incidentes lamentáveis" que mancharam a final não iriam abalar a fraternidade africana.
