CAN-2025: Walid Regragui, selecionador de Marrocos, critica teorias da conspiração sobre arbitragem

Walid Regragui, selecionador de Marrocos
Walid Regragui, selecionador de MarrocosSEBASTIEN BOZON / AFP

O selecionador de Marrocos, Walid Regragui, desvalorizou as teorias da conspiração que sugerem que os árbitros têm favorecido a equipa da casa na Taça das Nações Africanas.

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Alguns comentadores televisivos e adeptos nas redes sociais lamentaram uma alegada condescendência dos responsáveis do torneio em relação a Marrocos. Regragui rejeitou completamente essas acusações.

"É sempre lamentável seguir por esse caminho", afirmou em conferência de imprensa esta terça-feira, enquanto Marrocos preparava-se para defrontar Nigéria na meia-final em Rabat, na quarta-feira.

"Querem fazer acreditar às pessoas que os jogos são sempre ganhos desta forma. Não nos enganemos, é algo que sempre aconteceu no continente africano para lançar dúvidas e polémicas. Vocês, jornalistas, têm de fazer o vosso trabalho", acrescentou.

"Um penálti pode ser assinalado de uma forma num jogo e não noutra. Uma mão é marcada num jogo e não noutra. Vejo muitos jogos porque temos vários jogadores na Europa, e as polémicas são iguais em todo o lado, seja em África ou na Europa", disse o treinador.

Regragui afirmou acreditar que os árbitros do torneio estão a tentar dar o seu melhor, mas também deu exemplos de lances em jogos em que sentiu que o apito não favoreceu Marrocos.

Referiu dois lances do triunfo convincente por 2-0 frente aos Camarões nos quartos de final, na sexta-feira, para ilustrar o seu ponto de vista.

"Um dos defesas deles coloca o pé no tornozelo do Abde (Ezzalzouli), e se o VAR analisar o lance, é penálti", disse.

"O guarda-redes sai para disputar a bola com o (Ismael) Saibari e coloca ambas as mãos na cabeça dele, isso é penálti. Mas nenhum foi assinalado", acrescentou.

Regragui confessou que disse aos seus jogadores para ignorarem qualquer polémica relacionada com a arbitragem.

"A única forma de vencer é no relvado, ganhando os nossos jogos. Nunca me ouviram falar da arbitragem depois de um jogo", afirmou.

"Assumimos a responsabilidade, seguimos em frente e trabalhamos muito. Esse é o objetivo. Temos de apoiar os árbitros, os jogadores e parar de sentir sempre que estamos a ser prejudicados. Esperamos que o árbitro seja justo para ambas as equipas amanhã, como tem sido desde o início da competição", concluiu.