"Comprometo-me pessoalmente a reunir as medalhas e talvez devolvê-las a Marrocos se isso ajudar a acalmar as tensões entre os dois países", afirmou Gueye no sábado à noite no Canal+, após a vitória da sua equipa, o Everton, frente ao Chelsea na Premier League (3-0).
"Isto é simplesmente ridículo (...) um jogo de futebol ganha-se no relvado, foi isso que fizemos em Marrocos (...) Cumprimos o que era necessário em campo, vencemos esse jogo. Merecemos ser campeões de África, somos campeões de África, para nós! Os títulos conquistam-se no relvado, não nos gabinetes", acrescentou o jogador que capitaneou o Senegal na final da CAN, no lugar de Kalidou Coulibaly, que estava suspenso.
Dois meses após a final, ganha por 1-0 após prolongamento pelos Leões da Teranga, o júri de recurso da Confederação Africana de Futebol (CAF) declarou na terça-feira que o Senegal "desistiu na final" e "o resultado (...) homologado com o resultado de 3-0" a favor de Marrocos.
A Federação Senegalesa de Futebol (FSF) decidiu então recorrer ao Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), a mais alta instância desportiva com sede em Lausanne.
"Se dependesse apenas de mim, teria dito à Federação para não recorrer", afirmou Gueye no sábado.
Na noite da final, a 18 de janeiro em Rabate, vários jogadores senegaleses abandonaram o relvado em protesto contra um penálti assinalado a favor de Marrocos já nos descontos da segunda parte, após consulta do VAR, quando o resultado era 0-0.
O jogo foi retomado após um quarto de hora de confusão e tensão, com adeptos senegaleses a lançarem objetos e a tentarem invadir o relvado. O extremo marroquino Brahim Diaz falhou o penálti antes de o Senegal garantir a vitória com um golo de Pape Gueye durante o prolongamento.
