Pape Thiaw, selecionador do Senegal, revisita polémica na CAN: "As emoções apoderaram-se de mim"

Pape Thiaw, selecionador do Senegal
Pape Thiaw, selecionador do SenegalCal Sport Media, Cal Sport Media / Alamy / Profimedia

O selecionador do Senegal, Pape Thiaw, voltou a pedir desculpa pelo seu comportamento durante a final da Taça das Nações Africanas frente à seleção anfitriã, Marrocos.

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Com o resultado em 0-0, Marrocos beneficiou de uma grande penalidade já perto do fim, decisão que enfureceu o banco do Senegal, ao ponto de Thiaw ter chamado os seus jogadores para fora do relvado.

Só após a intervenção do capitão Sadio Mané é que os jogadores regressaram – mais de dez minutos depois. Brahim Diaz desperdiçou de imediato o seu penálti à Panenka, com o guarda-redes senegalês Edouard Mendy a defender, levando o jogo para prolongamento. E foi Pape Gueye quem marcou o golo que garantiu o troféu para o Senegal.

Após as celebrações e cerimónias desta semana no regresso a casa, Thiaw voltou a abordar o seu comportamento naquela noite.

"Limitei-me a tentar proteger os meus jogadores perante aquilo que considerei ser uma injustiça. Nunca foi minha intenção ir contra os princípios do jogo ou faltar ao respeito ao futebol", afirmou.

As suas palavras foram ponderadas, mas acompanhadas de um pedido de desculpas a todos os afetados pelo incidente: "Peço desculpa se alguém se sentiu magoado. Tenho a certeza, no entanto, de que quem realmente ama o futebol compreenderá que a emoção é um elemento fundamental deste desporto."