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Marrocos é a seleção mais bem classificada da competição e parte como grande favorita, parecendo ter um caminho facilitado para os quartos de final, à custa da Tanzânia, que conseguiu o apuramento para a fase a eliminar como uma das quatro melhores terceiras classificadas.
Fê-lo sem vencer qualquer jogo, e os dois pontos conquistados em três partidas do Grupo C representam o registo mais baixo de sempre para uma equipa que avança da primeira fase para os oitavos de final.
"Ouvimos dizer que somos os grandes favoritos, que devemos ganhar facilmente, e toda a gente afirma que, se Marrocos não vencer, é um fracasso, que se Marrocos não ganhar de forma convincente, é um fracasso", afirmou Regragui este sábado.
"O meu trabalho, assim como o da equipa técnica e dos jogadores mais experientes, é mantermos os pés assentes na terra e recordarmos porque é que Marrocos não conquista a Taça das Nações há 50 anos. Não a ganhámos porque, em determinado momento, penso que nos faltou humildade em todas as competições, e não podemos cair novamente nesse erro", acrescentou.
O único triunfo de Marrocos na Taça das Nações remonta a 1976 e, nas edições mais recentes, a seleção foi eliminada por adversários teoricamente mais fracos.
"Vamos manter os pés no chão, vamos respeitar esta equipa tanzaniana", acrescentou o treinador.
"É uma seleção em crescimento, está a desenvolver as suas infraestruturas, está a apostar na sua liga com dois grandes clubes e conta com jogadores locais de muita qualidade. Não será um jogo fácil. Vamos jogar com as nossas armas para não lhes dar qualquer esperança de surpresa. Há sempre surpresas, e cabe-nos garantir que amanhã esta equipa não terá qualquer hipótese", afirmou.
A Tanzânia participa apenas pela quarta vez na Taça das Nações e ainda não conseguiu vencer em 12 jogos disputados desde a sua estreia na fase final, em 1980.
