Taça de Itália: Como elimina Nápoles na estreia de Alisson (1-1, 6-7 após penáltis)

Vergara com a bola
Vergara com a bolaGIUSEPPE MAFFIA / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

Depois de um empate a uma bola no tempo regulamentar, o Nápoles acabou eliminado nos penáltis, com o Como a seguir para as meias-finais. Partida marcou a estreia de Alisson, cedido pelo Sporting, no campeão italiano.

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As notas dos jogadores
As notas dos jogadoresFlashscore

Cansado e privado de vários jogadores importantes, o Nápoles defrontava o Como nuns quartos de final da Taça de Itália em que o seu estádio respondeu ao apelo do clube, apesar da chuva persistente. Fabregas montou um onze com Caqueret como falso nove, alternando de posição com Nico Paz, para não dar referências à defesa azul. Addai, ala direito dos larianos, foi o mais irrequieto no início, com uma arrancada vistosa mas sem consequências.

O argentino assinou o primeiro remate à baliza logo nos minutos iniciais: um cabeceamento suave, facilmente agarrado por Milinkovic-Savic. A equipa visitante, muito focada na circulação de bola, era pressionada quase homem a homem pelos anfitriões, que partiam das interceções de Rrahmani para depois libertar Giovane e sobretudo Vergara. Ambos criavam dificuldades aos médios do Como, com o segundo sempre pronto a aparecer entre linhas.

Depois da meia hora, os larianos começaram a circular melhor a bola, com Valle a criar problemas a Mazzocchi pela esquerda, primeiro fugindo em direção à baliza até ser travado por Juan Jesus e depois aproveitando um livre na zona intermediária. E foi precisamente num passe para o ala espanhol que nasceu o penálti para o Como: Perrone lançou por cima da defesa, Valle tocou de primeira para a desmarcação de Smolcic, que foi derrubado na área.

Baturina executou o castigo máximo com perfeição, colocando a bola com precisão à direita de um Milinkovic que adivinhou o lado mas não conseguiu chegar. Depois de se adiantar, a formação lombarda ganhou confiança e pressionou alto, obrigando os azuis a evitar o descalabro. Antes do intervalo, um lançamento longo do guarda-redes sérvio foi aproveitado por Hojlund, que acabou derrubado à entrada da área por Jacobo Ramon, que viu o cartão amarelo.

De regresso dos balneários, o onze da casa entrou logo a pressionar e, após um passe vertical, Hojlund deixou passar para Vergara, que apareceu no momento certo e, isolado, bateu Butez à entrada da área com grande precisão. Foi o grito de quem não queria desistir e, pouco depois, voltou a conquistar, com Hojlund, um livre perigoso, com Ramon a derrubar o dinamarquês mas a escapar ao segundo amarelo, pedido insistentemente por Conte e pelos seus jogadores.

O número 26 dos azuis, que atravessa um excelente momento, foi o mais enérgico nos duelos e nas iniciativas junto à área adversária. E, após uma dessas jogadas, o cruzamento de Rrahmani foi por pouco desperdiçado por Hojlund. No canto seguinte, um cabeceamento de Rrahmani seguia para o ângulo desprotegido de Butez, mas Nico Paz estava bem colocado e afastou o perigo com o pé direito.

Nos últimos 20 minutos, os larianos procuraram mais o jogo direto, enquanto os napolitanos, que já tinham visto Alisson Santos entrar para o lugar de Giovane, tentavam criar perigo através de Lukaku, que substituiu Hojlund. O brasileiro revelou-se pouco eficaz nas tentativas de drible, perdendo duas bolas em pouco tempo, enquanto o belga acrescentou mais experiência do que influência, como se viu num contra-ataque iniciado por um elegante slalom de Elmas.

Fabregas, a pensar nos possíveis penáltis, retirou Nico Paz, alvo de assobios, para lançar Vojvoda. E foi precisamente o kosovar a dispor de uma boa ocasião aos 84 minutos, quando rematou cruzado de pé direito, obrigando Milinkovic a desviar para canto. Logo a seguir, o recém-entrado Spinazzola combinou com Lukaku e quase conseguiu rematar à boca da baliza, mas Kempf antecipou-se.

Os números da partida
Os números da partidaFlashscore

Após 90+5 minutos, o 1-1 obrigou as duas equipas a decidir nas grandes penalidades. Um desfecho que se aceitava depois do que se viu no relvado. Da Cunha marcou o primeiro penálti, ao qual Politano respondeu. Douvikas converteu o seu remate e, de seguida, Lukaku falhou, atirando para fora. Baturina não vacilou no penálti mais importante, colocando a bola no fundo das redes.

Spinazzola mostrou frieza e, logo depois, Milinkovic defendeu o remate de Perrone. Para surpresa geral, o quarto penálti dos azuis foi para o recém-chegado Alisson, que, após quase meia hora sem se dar por ele, enganou Butez e restabeleceu a igualdade. Os assobios do Maradona acompanharam a execução de Smolcic, que não tremeu. O quinto remate dos azuis foi para Elmas, que não hesitou e levou a série para os penáltis alternados.

O sexto penálti do Como foi convertido por Diego Carlos, cuja execução foi seguida de um remate forte de Milinkovic-Savic, que empatou depois de a bola bater na barra e em Butez. Vojvoda respondeu com frieza na sétima tentativa, e Gutierrez fez o mesmo na resposta. Kempf enganou Milinkovic e, depois, Lobotka falhou, deixando-se vencer por Butez. O prémio das meias-finais frente ao Inter é para o Como.