Recorde aqui as incidências do encontro
Mais de três meses depois do nulo que tirou os únicos pontos dos dragões no campeonato, as duas equipas voltaram a enfrentar-se com novidades nos plantéis. Além da estreia de Thiago Silva e logo a titular - de regresso ao clube após 22 anos -, Farioli optou ainda por Martim Fernandes e Pablo Rosario no onze. Por seu lado, José Mourinho lançou a cara nova Sidny Lopes Cabral, António Silva para surprir a ausência de Otamendi e Prestianni como surpresa no ataque.

Ambiente (de) Clássico
Com um Dragão em ebulição, as faíscas começaram a voar logo nos primeiros instantes quando um choque involuntário entre Martim Fernandes e Lopes Cabral deixou o defesa dos dragões a sangrar e obrigou a uma paragem de cinco minutos. Logo após o reatamento, as águias aproveitaram a vantagem numérica para ameaçar pelo lado esquerdo, num cruzamento de Dahl para Pavlidis e Barreiro amortecerem para um remate torto de Prestianni.

O FC Porto respondeu com uma tremenda eficácia: ao terceiro canto consecutivo, Gabri Veiga rematou para a área um cruzamento forte e tenso, Bednarek ganhou a disputa corpo-a-corpo com Leandro Barreiro e cabeceou para fora do alcance de Trubin.
O guarda-redes ucraniano nada pôde fazer no golo inaugural, mas brilhou logo a seguir para evitar o segundo golo dos dragões. Samu amorteceu para Froholdt partir para cima da defesa e lançar Gabri Veiga na área, o espanhol rematou para uma primeira defesa apertada e, na recarga, o dinamarquês foi negado por Trubin que ainda estava no chão. O Benfica precisava de dar um abanão nas incidências e começou por fazê-lo num remate de Amar Dedic, ainda antes de uma rápida saída em contra-ataque de Prestianni, que soltou no momento certo para Lopes Cabral, mas a finalização do reforço foi afetada pela recuperação rápida de Pepê.
As sucessivas faltas retiravam ritmo à partida e davam azo a um domínio repartido. O FC Porto respondeu novamente com Samu a servir de pivot com um toque a estender a passadeira para Gabri Veiga, o espanhol entrou na área, fintou um defesa e atirou à malha lateral. A situação piorou para os encarnados quando Richard Ríos caiu no relvado agarrado ao braço e teve de sair de maca, consolado por Mourinho antes de chegar aos balneário.
Uma confusão entre jogadores foi resolvido com Farioli dentro de campo e cartões amarelos, mas a última palavra coube a... Diogo Costa. No último lance da primeira parte, aos 45+7', a defesa portista desligou e permitiu a Prestianni rematar contra um defesa, Barreiro aproveitou a recarga para atirar de primeira, o esférico desviou e obrigou o guardião a uma grande defesa com os pés. No seguimento, Dedic teve tudo para visar a baliza, mas disparou para a bancada.
Sem alterações para a segunda parte, a retoma foi feita com as águias mais avançadas no terreno e com os guarda-redes a terem de sujar o equipamento para travarem remates de longe. Em cima da hora de jogo, um livre de Lopes Cabral levou a uma intervenção decisiva de Diogo Costa para impedir o cabeceamento de Sudakov. No seguimento, Prestianni aproveitou a apatia de Gabri Veiga para tirar um cruzamento amortecido por Pavlidis para um remate de Tomás Araújo que ainda beijou a malha lateral. Pouco depois, o central atirou à figura do guarda-redes.
Farioli lançou Rodrigo Mora e William Gomes para manter os índices de energia, mas as facilidades continuaram e o Benfica foi crescendo, sem a assertividade necessária para definir na grande área. A muralha de Mourinho começou a deixar espaços, que criativos como Rodrigo Mora e Pepê aproveitaram com remates promissores que esbarraram em bloqueios. Depois de ter ido ao chão, Bednarek acabou mesmo por ser substituído por Alan Varela, Alberto Costa rendeu Martim Fernandes e os encarnados responderam com Schjelderup no lugar de Prestianni.
Nos últimos minutos, os dragões somaram saídas promissoras em contra-ataques, mas a falta de clarividência traduzia-se em jogadas que não levavam qualquer perigo a Trubin. Já o Benfica manteve-se fiel ao que foi durante os 90 minutos: trabalhou bem até chegar à área adversária e decidiu mal sempre que lá pôs os pés. O exemplo perfeito disso foi o falhanço incrível de Pavlidis, aos 90+1 minutos, que meteu mal o pé na bola e desperdiçou o empate após um cruzamento perfeito. Depois do hat-trick na época passada, o grego saiu ofuscado do Dragão.
Destaque ainda para as exibições do imperador Jan Bednarek, a estreia sólida e positiva de Thiago Silva e, do lado encarnado, para Tomás Araújo que tentou sempre remar contra a maré.
Homem do jogo Flashscore: Jan Bednarek (FC Porto).
