O processo foi instaurado pelo órgão disciplinar em 06 de março, pela alegada agressão do capitão leonino ao hispano-uruguaio Tiago Galletto na receção ao também primodivisionário AVS (3-2, após prolongamento), em 05 de fevereiro, para os quartos de final da Taça de Portugal.
De acordo com a mesma fonte ligada ao processo, o CD manteve a decisão da equipa de arbitragem liderada por André Narciso, da associação de Setúbal, que teve Bruno Esteves no videoárbitro (VAR), seguindo o princípio de field of play doctrine, reconhecendo que, neste caso, a decisão tomada em campo não pode ser alterada pelas instâncias disciplinares.
O CD da FPF tinha instaurado um procedimento contra o médio dinamarquês dos bicampeões nacionais, na sequência de uma participação submetida pelo FC Porto, adversário dos lisboetas nas meias – o Sporting, detentor do troféu, bateu os azuis e brancos por 1-0 em casa, na primeira mão.
Em causa estava uma alegada agressão de Hjulmand a Galletto, que, na sequência de uma disputa aérea, foi atingido na cabeça pelo dinamarquês aos 115 minutos, numa altura em que a partida estava empatada 2-2, com os dois jogadores a ficarem queixosos no relvado.
Por entender que esse lance começou com uma falta de Galletto sobre Hjulmand, o árbitro André Narciso, da associação de Setúbal, assinalou falta a favor da equipa leonina, que, já depois de ter desperdiçado dois golos de vantagem no tempo regulamentar, marcaria o tento da vitória aos 117 minutos, através do suplente moçambicano Geny Catamo.
O jogo da segunda mão entre portistas e lisboetas ainda não tem data marcada, mas está previsto realizar-se entre 21 e 23 de abril, no Estádio do Dragão, no Porto, no último clássico da temporada entre os dois clubes, posicionados nos dois primeiros lugares da Liga.
A outra vaga na partida decisiva da Taça de Portugal será garantida por Fafe, da Liga 3, ou Torreense, do segundo escalão, que empataram no Minho (1-1), em 04 de fevereiro, na abertura das meias, e reencontram-se no próximo mês
