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Os azuis grená defrontam o Sporting no domingo, a partir das 17:15, no Estádio Nacional, em Oeiras, naquela que será a segunda vez que o clube joga a final da prova rainha, depois da estreia em 1955/56, quando foi derrotado pelo FC Porto (2-0).
A este trajeto, ao qual se junta ainda a presença no play-off de subida à Liga, o emblema de Torres Vedras alia importantes conquistas recentes, que vão do feminino, aos escalões jovens e ao futsal, e que atestam uma década gloriosa.
Depois da inédita conquista da Taça de Portugal na época passada – num triunfo sobre o favorito Benfica –, a equipa feminina conquistou a Supertaça e a Taça da Liga na temporada que agora finda, garantindo também o terceiro lugar da Liga e, assim, a primeira presença de sempre nas pré-eliminatórias da Liga dos Campeões em 2026/27.
No escalão sub-23, o Torreense venceu, na época passada, a Liga Revelação, tendo também atingido a final da Taça Revelação, que perdeu para o Benfica, sob a orientação de Luís Tralhão, que viria a ser promovido a treinador da equipa principal no início deste ano e após a saída do técnico Vítor Martins.

O sucesso dos azuis grená estende-se ao futsal, modalidade também sob alçada da SAD, na qual o clube se estreou em 2021/22 no principal escalão masculino, após convite federativo, mas acabou por ser despromovido. Regressou à elite na época seguinte, depois de ter conquistado o título da II divisão.
Desde então, disputa o principal escalão português, patamar a que ambiciona chegar também no setor feminino, em que lidera a fase final da segunda divisão.
Fundado em 1917, o Sport União Torreense vive desde 2019 uma nova fase da sua história. Há sete anos, o clube adquiriu 70% do capital da SAD ao empresário chinês Qi Chen, por 350 mil euros, ficando, à data, como sócio maioritário da SAD, com 86%, e iniciando um novo ciclo, marcado por forte investimento no futebol profissional, mas também na equipa feminina, nos sub-23 e no futsal.
À época, a equipa sénior masculina de futebol competia no Campeonato de Portugal, no qual esteve mais duas temporadas até à criação da Liga 3, em 2021/2022, naquele que se tornou no novo terceiro escalão do futebol português e que conquistou no ano de estreia.
Liderados por Nuno Manta Santos, os azuis grená ergueram o título depois de vencerem a Oliveirense (5-3 após desempate por grandes penalidades, depois do 1-1 no fim do tempo regulamentar e do prolongamento).
Consumado o regresso aos campeonatos profissionais, o Torreense tem cumprido temporadas tranquilas, ficando sempre no top-10 da Liga 2 nas três últimas edições, fasquia que foi elevada este ano.
Além de atingir a final da Taça de Portugal, a equipa de Luís Tralhão disputa ainda o play-off de promoção ao escalão principal, no qual não compete desde 1991/92, na última das seis presenças no escalão máximo.

O adversário é o Casa Pia, com quem empatou sem golos na primeira mão, disputada na quarta-feira, no Estádio Manuel Marques, em Torres Vedras. O duelo decisivo está marcado para o próximo dia 28, às 20:00, no Estádio Municipal de Rio Maior.
Aliada ao sucesso desportivo, está também a vertente financeira, impulsionada pelas transferências de vários jogadores por valores avultados.
O defesa costa-marfinense Elite N’Tamon trocou o Torreense pelos franceses do Stade Reims por dois milhões de euros – valor a que acrescem 500 mil euros em objetivos e ainda a chegada do defesa Mohamed Ali-Diadié –, na maior transferência de sempre do clube, e o extremo Vando Félix rumou até ao Vitória SC num negócio de 1,2 milhões de euros, mais 700 mil euros por objetivos.
Num palmarés no qual consta também o título nacional da II Divisão, em 1954/55, o Torreense atravessa uma das décadas mais gloriosas da sua história, que esta época poderá ser enriquecida com a promoção ao escalão máximo e com a tentativa de surpresa na final da Taça frente ao Sporting, favorito e detentor do troféu.
