Recorde as incidências do encontro
“Sem nada de anti-sportinguismo, mas muito pelo que vivi em Torres Vedras e nos três anos que lá passei, vi a vitória com uma grande alegria”, sublinhou à Lusa o treinador da última equipa do Torreense a ser promovida ao escalão principal, em 1990/91.
Sobre a final da Taça, que os azuis grená venceram diante do Sporting, no domingo por 2-1, após prolongamento, o experiente treinador, com um vasto currículo no futebol português, salientou que houve “muito mérito”.
“Por muito que se possam arranjar maneiras de pensar diferentes, o Torreense ganhou com mérito. As equipas entraram em campo com estados de espírito diferentes: aos quatro minutos, o Torreense colocou-se em vantagem e o Sporting teve tempo para recuperar”, recordou o agora presidente do Sporting Clube Olhanense, justificando o mérito da equipa de Torres Vedras.
O Torreense conquistou no domingo a primeira Taça de Portugal do seu palmarés, depois de derrotar o favorito Sporting na 86.ª final da prova, tornando-se na primeira equipa dos escalões secundários a conseguir alcançar tal feito.
Kevin Zohi adiantou os azuis grená, aos quatro minutos, num resultado que Luis Suárez igualou aos 54. Sem alterações no marcador no final do tempo regulamentar, foi necessário recorrer ao prolongamento, período em que o capitão Stopira, na conversão de uma grande penalidade, aos 113 minutos, vestiu a capa de herói e deu o inédito título à equipa de Luís Tralhão.
Para Cajuda, foi um resultado que poucos esperariam – “98% das pessoas diziam que o Sporting ganhava e ganhou o Torreense” –, mas será um importante incentivo para o outro objetivo do emblema do oeste, o play-off de subida.
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O Torreense joga na quinta-feira diante do Casa Pia, a partir das 20:00, no Estádio Municipal de Rio Maior, a segunda mão do play-off de subida à I liga portuguesa, numa eliminatória que se encontra igualada, depois do nulo em Torres Vedras.
E, para esse duelo, o último responsável por guiar o Torreense ao escalão máximo, do qual viria a ser despromovido na época seguinte, sublinha que, “por muito cansado que possa partir”, a equipa de Luís Tralhão chegará muito “motivada”.
“O Casa Pia não vai orgulhosamente ao play-off, já o Torreense vai motivado, porque fez um excelente campeonato e ainda muito mais motivado porque ganhou a Taça de Portugal. Os fatores emocionais podem ser preponderantes neste jogo”, admitiu também.
E, em jeito de brincadeira, revelou algum “cansaço” com “a ideia de ter sido o último treinador a subir o Torreense à Liga”.
“Que o Luís Tralhão passe a ser o último a fazê-lo. A cidade merece, o clube merece e a administração do clube merecem uma palavra de elogio, porque estão a conseguir recuperar o clube lentamente, mas com bases seguras. A região oeste merece um clube na Liga Portugal”, assinalou, revelando não ter qualquer “antipatia” ao Casa Pia, mas sim uma ligação ao Torreense, que treinou entre 1990 e 1992.
