Taça de Portugal: Torreense afastou primodivisionário num caminho sem grandes sobressaltos até à final

Costinha celebra golo
Costinha celebra goloSCU Torreense

O Torreense disputa a final da Taça de Portugal sete décadas depois e num percurso em que eliminou um primodivisionário, três equipas da Liga 2, uma da Liga 3 e uma dos distritais.

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Os azuis grená, que estão a disputar o play-off de promoção à Liga portuguesa, começaram por eliminar a AD Correlhã, dos distritais de Viana do Castelo, numa fase ainda precoce da prova. Valeram os tentos de Kévin Zohi (oito e 25) e de Danilo Ferreira (66) para carimbar a vitória por 3-1 e a passagem à terceira eliminatória.

E foi precisamente nessa etapa que a equipa do oeste registou maiores dificuldades para seguir em frente. Diante da Oliveirense, também do segundo escalão, a equipa então comandada por Vítor Martins – que deixou o comando do Torreense em janeiro – necessitou de recorrer às grandes penalidades para decidir um encontro que tinha ficado igualado 1-1 no final dos 120 minutos.

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Ultrapassada com sucesso também a quarta eliminatória – após vitória tangencial por 1-0 em casa do Lusitânia de Lourosa, ainda em novembro passado –, o Torreense enfrentou aquele que seria o único primodivisionário no caminho até à final.

Na casa emprestada do Casa Pia, em Rio Maior, os azuis grená asseguraram a qualificação para os quartos de final, triunfando por 2-1 e valendo-se dos remates certeiros de Dany Jean (25) e João Costinha (64), a que os gansos apenas reagiram com um golo de Jérémy Livolant.

O caminho até à final– que será disputada a partir das 17:15 de domingo, no Estádio Nacional, em Oeiras, diante do favorito Sporting – começou a ganhar contornos de sonho possível na eliminatória seguinte. Já com Luís Tralhão no comando técnico, o Torreense bateu a União de Leiria (3-1) e garantiu o passaporte para as meias-finais, em que o sorteio ditou que o adversário seria o Fafe, que compete na Liga 3, evitando Sporting e FC Porto, que se enfrentaram na outra meia-final.

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Apesar do empate a um golo na primeira mão da meia-final, no Minho, os azuis grená festejaram o apuramento diante dos seus adeptos, quando os golos tardios de David Bruno e Stopira, aos 84 e 90+13 minutos, respetivamente, decidiram a eliminatória e garantiram o regresso do clube de Torres Vedras à final da Taça de Portugal, sete décadas depois da última e única presença.

Em 1956/57, o Torreense acabou derrotado pelo FC Porto, por 2-0, num cenário que pretende agora ser diferente, sabendo, ainda assim, a diferença de poderio entre as duas equipas e que o conjunto liderado por Rui Borges pretende erguer o cetro pela segunda temporada consecutiva e pela 19.ª vez na história.