Agora, a história coloca novamente o Palmeiras no caminho do camisola 7. Na madrugada desta quinta-feira, Hulk enfrenta o "clube do coração" com a camisola do Fluminense, no Maracanã, na primeira mão da meia-final da Libertadores.
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Mais do que a disputa por uma vaga na decisão, o confronto representa a oportunidade de encerrar uma sequência de frustrações contra o adversário que tantas vezes se atravessou seu caminho no torneio continental.
Três eliminações e uma história de frustração
A relação de Hulk com o Palmeiras na Libertadores ganhou contornos particulares a partir de 2021, justamente na primeira temporada após o regresso ao Brasil. Naquele ano, o atacante viveu um dos melhores momentos de sua carreira: foi protagonista da campanha que levou o Atlético-MG aos títulos do Campeonato Brasileiro e da Taça do Brasil, além do Campeonato Mineiro.
Na Libertadores, entretanto, o caminho terminou diante do Palmeiras. Os clubes encontraram-se na semifinal, e o emblema paulista avançou após dois empates: 0-0 no Allianz Parque e 1-1 no Mineirão. O golo marcado fora de casa ainda era critério de desempate naquela edição.
O resultado poderia ter sido diferente. Na primeira mão, Hulk desperdiçou um penálti e perdeu a oportunidade de dar ao Atlético uma vantagem importante para a sequência do confronto. A eliminação representou uma das primeiras grandes frustrações do atacante na trajetória continental com a camisola atleticana.
Um ano depois, os rivais voltaram a encontrar-se, desta vez nos quartos de final. Hulk conseguiu balançar as redes no confronto, mas novamente não foi suficiente para conduzir o Atlético à classificação. Após dois empates por 2-2 no agregado, o Palmeiras levou a melhor no desempate por penáltis e seguiu vivo na competição.
Em 2023, o reencontro aconteceu nos oitavos de final. O Palmeiras venceu o primeiro jogo por 1-0, no Mineirão, e repetiu o marcador na partida da segunda mão, em São Paulo. Com duas vitórias, a equipa alviverde eliminou o Atlético-MG pela terceira edição consecutiva da Libertadores.
A sequência transformou o Palmeiras numa espécie de obstáculo recorrente na caminhada de Hulk pelo principal torneio de clubes da América do Sul. Mesmo com a qualidade individual do atacante e as ambições do Atlético naquele período, o desfecho foi sempre o mesmo: a eliminação diante do rival paulista.

Do ídolo do Atlético ao novo desafio no Fluminense
A passagem de Hulk pelo Atlético-MG foi marcada por protagonismo, golos e conquistas. O atacante consolidou-se como uma das principais referências do futebol brasileiro, mas a Libertadores permaneceu como uma das grandes ambições não realizadas da trajetória no clube mineiro.
A saída do Galo abriu um novo capítulo na carreira do jogador. Contratado pelo Fluminense em 2026, Hulk chegou ao Rio de Janeiro com a possibilidade de disputar mais uma vez o título continental e procurar uma conquista que se tornou um dos objetivos mais importantes de sua atual fase da carreira.

Aos 40 anos, o atacante não dá sinais de que pretende encerrar sua trajetória tão cedo. A experiência acumulada e a capacidade de decidir partidas continuam sendo trunfos importantes. No Fluminense, tenta construir uma nova relação com as bancadas, agora num clube que também carrega uma história marcante na Libertadores.

O desafio, contudo, é exigente. Do outro lado estará um Palmeiras acostumado a disputar as fases decisivas do torneio e que novamente aparece entre os candidatos ao título. A equipa paulista foi finalista em 2025 e mantém a ambição de voltar à decisão continental.
Hulk também carrega a experiência de ter conquistado títulos internacionais na Europa, como a Liga Europa pelo FC Porto. Na América do Sul, porém, a Libertadores continua sendo uma conquista que lhe escapa.
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