Di María volta à Libertadores e reacende o sonho do Rosario Central

Di María vai jogar pelo Rosario Central na Libertadores
Di María vai jogar pelo Rosario Central na LibertadoresMARCOS BRINDICCI / Getty Images South America / Getty Images via AFP

Campeão do mundo pela Argentina, Ángel Di María prepara-se, aos 38 anos, para viver um novo desafio: voltar a disputar a Libertadores, competição que deixou há duas décadas para conquistar o futebol europeu.

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“Fideo” regressa ao principal torneio de clubes da América do Sul ao serviço do clube do coração, o Rosario Central, que recebe o Independiente del Valle, do Equador, na primeira jornada do Grupo H, no Estádio Gigante de Arroyito, em Rosário.

O extremo, provavelmente o jogador argentino mais marcante das últimas duas décadas a seguir a Lionel Messi, não tem praticamente falhado jogos desde que regressou, a meio de 2025, ao clube onde se formou.

Ainda assim, uma lesão no adutor esquerdo complicou-lhe as últimas semanas, período em que apenas participou no clássico frente ao Newell’s e somou pouco mais de meia hora diante do Banfield. Mesmo assim, deixou a sua marca em ambos os encontros, que o Canalla venceu.

Desde então, o clube tem privilegiado a recuperação do antigo internacional argentino, com o objetivo claro de o ter nas melhores condições para este regresso à Libertadores.

Os números de Di María
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Travessia pela Europa até ao regresso

Apesar das limitações físicas recentes, o experiente extremo continua a ser peça-chave, somando quatro golos e duas assistências em nove jogos no torneio Apertura argentino.

Di María disputou a Libertadores apenas uma vez, em 2006, ainda em início de carreira, antes de rumar à Europa, onde construiu um percurso de elite ao serviço de clubes como Real Madrid, Manchester United, Paris Saint-Germain, Juventus e Benfica.

Nessa participação, alinhou em quatro encontros, sempre como suplente, num Rosario Central que terminou no último lugar do grupo, atrás de Atlético Nacional, Palmeiras e Cerro Porteño.

“O Ángel é sempre importante para a equipa, mas preferimos poupá-lo para que chegue em condições à quinta-feira”, explicou o treinador Jorge Almirón, após a vitória sobre o Atlético Tucumán (2-1), no campeonato.

O Canalla ocupa atualmente o quarto lugar da Zona B do Apertura, a cinco pontos do líder Independiente Rivadavia, e procura repetir campanhas históricas na Libertadores, onde atingiu as meias-finais em 1975 e 2001.

O Rosario Central garantiu presença nesta edição da prova como a equipa com melhor desempenho na tabela anual de 2025.

Na temporada passada, o clube esteve envolvido em polémica, depois de a Associação do Futebol Argentino (AFA) lhe ter atribuído um título oficial de liga por ter somado mais pontos no ano civil, apesar de esse prémio não estar previsto no regulamento.

Os próximos jogos do Rosario Central
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Estragar a festa

Se em Rosário as atenções se centram no regresso de Di María, no Equador o Independiente del Valle acredita que pode prolongar o excelente momento que vive nas competições internacionais.

Vencedor da Taça Sul-Americana em 2019 e 2022, o chamado “Matagigantes” tem-se afirmado como uma das equipas mais consistentes do continente nos últimos anos . A formação equatoriana atravessa também um bom arranque no campeonato, liderando após sete jornadas, com quatro pontos de vantagem sobre Universidad Católica e Barcelona.

Na equipa visitante, o avançado paraguaio Carlos “Cocoliso” González, com passagem recente pelo Newell’s, grande rival do Rosario Central, pode integrar o onze inicial.

“Vai ser um jogo muito duro e muito importante, tendo em conta a forma como o grupo está constituído”, afirmou o avançado equatoriano Djorkaeff Reasco, referindo-se a um grupo que inclui ainda a Universidad Central, da Venezuela, e o Libertad, do Paraguai.

“O Central é muito forte em casa, Di María é uma figura mundial e, com o apoio dos adeptos, tornam-se ainda mais perigosos. Mas estamos tranquilos, temos uma grande equipa e trabalhámos muito bem”, concluiu.

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