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A final, no entanto, chega num momento difícil para o Verdão, que vem de cinco jogos sem vencer, uma sequência negativa que está a ponto de custar o título do Brasileirão, agora muito próximo do rival Rubro-Negro.
"Uma coisa é o futebol brasileiro (...) outra coisa é a Libertadores. São campeonatos completamente diferentes", advertiu Abel em conferência de imprensa após a derrota com o Grémio.
Mas além do atual contexto, o treinador de 46 anos foi o arquiteto da era mais vitoriosa do Palmeiras. Quando chegou ao Brasil, há cinco anos, era impossível imaginar o impacto que teria este jovem técnico, que até então só tinha passagens por SC Braga e PAOK, da Grécia, sem títulos, além de ter trabalhado na formação do Sporting.
Agora, Abel pode tornar-se o terceiro técnico a ter três títulos da Libertadores, depois de vencer a competição com o Palmeiras em 2020 e 2021.
O argentino Carlos Bianchi levantou o troféu em quatro ocasiões, uma com o Vélez Sarsfield (1994) e três com o Boca Juniors (2000, 2001 e 2003); e outra lenda do futebol da Argentina, o falecido Osvaldo Zubeldía, conquistou três títulos consecutivos com o Independiente (1968, 1969 e 1970).
"Cinco anos mágicos"
"Nunca imaginei que esta jornada fosse tão longa", comentou o próprio Abel no início de novembro, quando o Palmeiras o homenageou por completar cinco anos no clube.
Polémico nas conferências, com reclamações em torno da arbitragem e discussões com jornalistas, o português é o técnico com mais tempo de cargo no futebol brasileiro. Só três outros treinadores estão há mais de um ano na sua atual equipa: Filipe Luís (adversário na final da Libertadores), Rogério Ceni (Bahia) e Léo Condé (Ceará).
Nesse período, foram quase 400 jogos, mais de 200 vitórias e 10 títulos, entre eles o bicampeonato brasileiro em 2022 e 2023. Poucos dias antes da homenagem, o Palmeiras operou um milagre na meia-final da Libertadores, ao golear a LDU Quito por 4-0 na segunda mão, depois de perder por 3-0 no Equador. Na véspera, Abel tinha prometido "uma noite mágica".
"Eu costumo dizer que são mágicos estes cinco anos connosco", disse a presidente do clube paulista, Leila Pereira.
Contrato na mesa
Apesar da enorme força económica do Palmeiras, Abel soube dar espaço a jovens talentos formados no clube, como Endrick e Estêvão.
"Na primeira vez que subi, ele chegou e falou: se não marcar o lateral, não vai jogar. Foi onde amadureci, ele ensinou-me a jogar taticamente. É agradecer a Deus por ter colocado o Abel e o Palmeiras na minha vida", declarou Estêvão quando se despediu da equipa para se transferir para o Chelsea.
Com o plantel finalista da Libertadores, recuperou a melhor versão do avançado Vitor Roque, de 20 anos, após a decepcionante passagem pela Espanha, no Barcelona e no Betis.
A renovação de contrato de Abel Ferreira, que termina em dezembro, foi confirmada nos últimos dias, entre altos e baixos na relação com os adeptos. O treinador já recusou propostas de Nottingham Forest e Wolverhampton.
"São cinco anos, mas parece que são cinco meses, parece que passou tudo tão rápido. Vamos continuar juntos e que possamos continuar a fazer o nosso clube cada vez maior. É uma honra e um privilégio", disse o português.
Agora, o momento é de pressão.
