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A partir das 16:00 locais (21:00 em Lisboa), no Estadio Monumental, na capital do Peru, paulistas e cariocas vão decidir a 66.ª edição da principal competição sul-americana de clubes, dominada pelo penafidelense nas duas finais por si disputadas, em 2020 e 2021.
Essas duas edições foram discutidas em 2021, devido à pandemia de covid-19, tendo o Palmeiras derrotado o Santos (1-0) e o Flamengo (2-1, após prolongamento), no Rio de Janeiro e em Montevideu, respetivamente, com golos cruciais do suplente Breno Lopes, aos 90+9 minutos, e de Deyverson, ex-avançado do Benfica B e do Belenenses, aos 95'.
O verdão foi o último emblema a revalidar o título e volta a ter pela frente um oponente brasileiro, numa altura em que, no plano interno, está no segundo lugar do campeonato doméstico, a cinco pontos do mengão, com seis em disputa, e tentará evitar a primeira campanha sem conquistas desde a chegada de Abel, no cargo desde outubro de 2020.
O antigo treinador do Sporting B, do SC Braga e dos gregos do PAOK Salónica soma os mesmos 10 troféus do já falecido Oswaldo Brandão, que teve cinco passagens pelo Palmeiras e viu o seu recorde de êxitos no banco do clube ser igualado em abril de 2024, quando o luso celebrou o terceiro título seguido no campeonato estadual paulista.
Desde então, o verdão nunca mais levantou cetros e perdeu as decisões da Supertaça brasileira de 2024 e do Paulistão de 2025, tendo sido igualmente vice-campeão nacional.

Para trás ficaram, além do duplo triunfo na Libertadores e do trio de sucessos em termos estaduais (2022, 2023 e 2024), as conquistas da Supertaça Sul-americana (2022) e, em termos nacionais, do campeonato (2022 e 2023), da Taça (2020) e da Supertaça (2023), por entre um desaire com os ingleses do Chelsea na final do Mundial de clubes de 2021.
No top 5 dos mais titulados do Palmeiras, Abel Ferreira já passou o antecessor Vanderlei Luxemburgo e Luiz Felipe Scolari, antigo selecionador português, podendo agora fazer o mesmo em relação a Oswaldo Brandão, após ter estado em negociações para renovar o contrato por mais dois anos, até dezembro de 2027, passo que ainda não foi oficializado.
No caso de o Palmeiras repetir os êxitos de 1999, 2020 e 2021, Abel igualará o argentino Osvaldo Zubeldía, que triunfou com o Estudiantes (1968, 1969 e 1970), no segundo lugar dos técnicos mais titulados da Libertadores, atrás do também albiceleste Carlos Bianchi, com quatro - um no Vélez Sarsfield (1994) e três pelo Boca Juniors (2000, 2001 e 2003).
O técnico, que celebrará 47 anos em 22 de dezembro, é um dos mais bem-sucedidos na última década no Brasil, onde trabalharam igualmente Jorge Jesus e Artur Jorge, que se sagraram campeões sul-americanos com o Flamengo, em 2019, e o Botafogo, em 2024.
Há seis anos, em Lima, o mengão bateu os argentinos do River Plate (2-1), com Gabriel Barbosa (89 e 90+2 minutos), ex-avançado do Benfica, a inverter perto do fim o golo do colombiano Rafael Santos Borré (14), na primeira de quatro vitórias de treinadores lusos.
Depois dos êxitos do Palmeiras, o fogão selou um inédito troféu em Buenos Aires frente aos compatriotas do Atlético Mineiro (3-1), com ajuda de Luiz Henrique (minuto 35), Alex Telles (44'), antigo defesa esquerdo do FC Porto, de penálti, e do recém-entrado Júnior Santos (90+7') - o chileno Eduardo Vargas saiu do banco e reduziu a favor do galo (47').
Se Jorge Jesus, agora nos sauditas do Al Nassr, de Cristiano Ronaldo e João Félix, Abel Ferreira e Artur Jorge, que está nos qataris do Al Rayyan, de André Amaro e Tiago Silva, construíram um registo perfeito de técnicos lusos em finais da maior prova de clubes da América do Sul, outros compatriotas venceram torneios homólogos em distintas latitudes.
Manuel José foi quatro vezes campeão africano nos egípcios do Al Ahly, em 2001, 2005, 2006 e 2008 - perdeu a final em 2007 -, enquanto José Mourinho, atualmente no Benfica, conduziu o FC Porto, em 2003/04, e os italianos do Inter Milão, em 2009/10, a sucessos europeus, como fez o ex-selecionador português Artur Jorge nos dragões, em 1986/87.
Em 2011/12, André Villas-Boas, hoje presidente do FC Porto, tornou-se o único treinador luso a ganhar a Liga dos Campeões sem estar na final, pois foi despedido do Chelsea a meio da época, tendo os ingleses conquistado a prova com o italiano Roberto Di Matteo.
Além dos êxitos em África, na América do Sul e Europa, houve uma vitória de Leonardo Jardim ao serviço dos sauditas do Al Hilal na principal prova de clubes asiática, em 2021.
