Recorde aqui as incidências do encontro
Encontro com muitos velhos (e alguns não tão velhos) conhecidos do futebol europeu. Quem vencesse tornar-se-ia o primeiro brasileiro a conquistar quatro títulos, igualando os argentinos River Plate e Estudiantes de La Plata.

O verdão entrou melhor, liderado por um Vitor Roque que demonstrou toda a sua qualidade no ataque, criando dificuldades à defesa rubro-negra nos minutos iniciais. Chegou mesmo a obrigar Rossi a uma defesa apertada numa das ocasiões.
Apesar disso, a primeira parte foi algo atribulada e teve muitas interrupções devido às faltas (17 só na primeira metade), incluindo uma que deixou Bruno Fuchs vários minutos no relvado. O Flamengo, equipa muito experiente, foi crescendo com o passar do tempo e, ao intervalo, já tinha equilibrado o jogo, indo para o balneário com confiança renovada.
Danilo, dominador intercontinental
O reatamento trouxe um cenário bem diferente. Com Giorgian de Arrascaeta a comandar as operações, a formação do Rio de Janeiro assumiu o controlo, empurrando os paulistas para a sua área. Com o aumento da pressão, a 15 minutos do fim, surgiu um canto cobrado na perfeição pelo 10 uruguaio, que encontrou a cabeça de um Danilo irrepreensível no remate. O 0-1 apareceu no marcador peruano após um cabeceamento fantástico do defesa brasileiro.
O antigo jogador do FC Porto, que já tinha conquistado duas Ligas dos Campeões pelo Real Madrid (2016 e 2017) e uma Libertadores pelo Santos (2011), estava perto de se tornar o primeiro futebolista tornar-se bicampeão das duas maiores competições continentais de clubes do mundo.
O Palmeiras ainda reagiu e podia ter empatado numa ocasião clara de Vitor Roque a poucos minutos do fim, mas o Tigrinho atirou por cima e, no final, o Flamengo garantiu o seu quarto troféu continental.
Histórico
Mais uma tarde épica em Lima colocou o Flamengo como único tetracampeão da Libertadores entre os clubes brasileiros e, ao mesmo tempo, devolveu a dura derrota sofrida para o Palmeiras em 2021, na final disputada em Montevidéu. Com o triunfo em 2025, o Rubro-Negro passa a ter quatro vitórias (1981, 2019, 2022 e 2025) e uma derrota (2021) em decisões do maior torneio continental.
Isolado como o maior campeão brasileiro da Libertadores, o Flamengo igualou River Plate e Estudiantes, ambos argentinos, com quatro títulos. Acima do clube carioca, apenas Independiente (7 títulos), Boca Juniors (6) e Peñarol (5).
O ano de 2025 do Flamengo pode ficar ainda mais mágico na próxima quarta-feira, quando recebe o Ceará para o Brasileirão e se vencer garante mais um título nacional. Assim, o plantel atual tem oportunidade de igualar o Flamengo de Jorge Jesus, de 2019, o Botafogo, de Artur Jorge de 2024, e o Santos de 1962 e 1963.
O Palmeiras, por sua vez, levou o troco da última conquista de Libertadores e acumulou a quarta derrota na decisão continental da sua história. As outras foram em 1961 (Peñarol), 1968 (Estudiantes), 2000 (Boca Juniors). Para piorar, essa foi a primeira para um rival brasileiro. Caso não faça o milagre da reviravolta no Brasileirão, o Verdão terminará 2025 sem títulos. Também na quarta, visita o Atlético Mineiro para a Série A.
