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Reconhecido por tentar um futebol de posse de bola e ataque, o ex-técnico do Vasco e da seleção brasileira foi contratado na segunda-feira após a demissão de Dorival Júnior.
Dorival, também ex-selecionador do Brasil, caiu no domingo devido ao mau início do Corinthians no Brasileirão, onde o clube luta pela manutenção, com 10 pontos em 10 jornadas.
Fernando Diniz, de 52 anos, é lembrado por ter conquistado a primeira Libertadores do Fluminense, em 2023. Mas a memória dessa conquista parece distante diante da necessidade de vitória de um conjunto paulista que acumula nove jogos sem vitórias.
O treinador assumiu o cargo na terça-feira com a mensagem de se concentrar no trabalho diário para colher frutos no futuro. O seu futuro imediato: o encontro no estádio Ciudad de Vicente López, na província de Buenos Aires.
"Não se ganham títulos no dia da final, ganha-se todos os dias. E isso acabou de começar. Uma equipa do calibre do Corinthians tem de pensar em vencer todos os dias", afirmou o técnico.
Ambiente tenso
O ambiente complicado no Timão ficou exposto nos últimos dias, quando se tornaram virais nas redes sociais vídeos de membros da Gaviões da Fiel a ir ao Centro de Treinos Joaquim Grava cobrar os jogadores. Raniele, Charles Rigon e Kaio César foram confrontados na saída do centro de treinos, após a derrota de domingo por 1-0 contra o Internacional, em São Paulo.
"É algo normal para uma equipa com os adeptos do Corinthians e a força dos seus adeptos. É o tipo que vai ao estádio e, às vezes, decide o jogo apenas com a sua presença. Os jogadores precisam de aprender a jogar pelo Corinthians", defendeu Fernando Diniz.
A exigência para o novo treinador chega cedo, porque, além da estreia na Libertadores, no próximo domingo enfrentará o clássico paulista contra o Palmeiras, que chega a este duelo como líder do campeonato. A grande ausência na estreia será do avançado Memphis Depay, forçado a ficar de fora devido a uma lesão muscular que sofreu há menos de três semanas.
Um estreante sem pressões
O adversário do Corinthians conta com a vantagem de não carregar tanta pressão no Grupo E, que integra também o Peñarol, do Uruguai, e o Santa Fé, da Colômbia. O Platense, um rival sem qualquer experiência em torneios internacionais, entrou na Libertadores ao conquistar, no meio de 2025, o torneio Apertura, o primeiro título da sua história na primeira divisão.
O clube foi contra todas as previsões, superando equipas maiores e com mais recursos financeiros, como o Boca Juniors e o River Plate. Mas o Calamar, como é conhecido, também não começou a temporada em grande forma. O conjunto argentino ocupa o 10.º lugar na Zona A, fora das vagas para os play-offs, com apenas uma vitória nos últimos nove jogos.
"Toda a minha família é do Platense, foram muitos anos no clube, na Primera Nacional (segunda divisão), depois na Primeira Divisão, e agora ter a sorte de disputar isto. É uma situação histórica para o clube, e temos de ser competitivos", destacou o treinador Walter Zunino.

