Zlatan Ibrahimovic é o nome que vem imediatamente à mente, enquanto nos últimos anos jogadores como Viktor Gyökeres, Alexander Isak e Victor Lindelöf carregaram a bandeira sueca no topo do futebol masculino.
No futebol feminino, porém, a história é um pouco diferente. A seleção sueca conquistou duas medalhas de prata nos Jogos Olímpicos e duas medalhas de bronze no Campeonato do Mundo Feminino.
A liga nacional da Suécia, a Damallsvenskan, pode não estar atualmente entre as competições de elite da Europa, mas continua a ser um terreno fértil para os melhores talentos, algo que os olheiros dos clubes conhecem bem. Um bom exemplo é a Taça Europa desta época, em que dois clubes suecos chegaram às meias-finais.
O Hammarby, de Estocolmo, disputará a meia-final com o Sparta de Praga, enquanto o Hacken, de Gotemburgo, enfrentará o Eintracht Frankfurt, o que significa que existe mesmo a possibilidade de dois clubes suecos se defrontarem na final.
Durante a janela de transferências de inverno, várias jogadoras do campeonato sueco foram transferidas para a Inglaterra. Felicia Schröder, no entanto, fez a escolha oposta. A jogadora de 18 anos, eleita a melhor jogadora do campeonato na última temporada, assinou um novo contrato com o BK Hacken.
Apesar da tenra idade, Schröder já parece destinada a uma grande carreira. Com 1.64 metros, ela pode não ser a jogadora mais alta em campo, mas o seu talento e presença são evidentes desde o início. Na última temporada, marcou 30 golos em 26 jogos, terminando não só como a melhor jogadora jovem da liga, mas também como a melhor jogadora do campeonato, ajudando o Hacken a conquistar o título.
Lar doce lar
Esse tipo de desempenho naturalmente atraiu o interesse de clubes de ligas maiores. O Manchester City, atualmente um dos favoritos ao título da WSL, estava entre os que acompanhavam a situação da jogadora. Schröder, no entanto, optou por permanecer no clube que a ajudou a se desenvolver, assinando um novo contrato que a manterá com a camisa amarela e preta até pelo menos 2028.
Embora uma mudança para a Inglaterra oferecesse uma liga mais competitiva, assistências maiores e a chance de disputar a Liga dos Campeões, Schröder optou por ficar no clube onde tem a garantia de jogar regularmente. Na sua idade, a jogadora não quis apressar uma transferência e prefere continuar a evoluir num ambiente que conhece bem.
O seu talento não passou despercebido ao treinador sueco Tony Gustavsson. Schröder já foi convocada para a seleção principal e até foi titular em jogos recentes. Foi ela quem deu a assistência para o golo da vitória contra a Itália, um resultado que coloca a Suécia no topo do seu grupo de qualificação e numa posição forte para garantir a qualificação direta para o Campeonato do Mundo Feminino de 2027.

Se a Suécia se qualificar, Schröder será, sem dúvida, uma das jogadoras a ter em conta, não só na seleção sueca, mas também na cena internacional. Apesar da longa lista de medalhas, a Suécia ainda está à espera de um grande triunfo na era moderna.
O único título conquistado pelo país foi o Campeonato Europeu de 1984. No entanto, uma equipa significativamente rejuvenescida, com Schröder entre os seus talentos mais brilhantes, oferece uma verdadeira esperança para o futuro.
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