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Segunda mão: "Tem de ser, de facto, uma noite épica, em que todas as jogadoras têm de estar no limite máximo das suas capacidades, juntando isso à qualidade individual que temos. Além disso, temos de ser equilibrados nos diferentes momentos e não podemos querer resolver tudo de uma vez. Temos de ir procurando e reajustando, vendo o que é que o jogo nos está a dar. Se assim for, acredito que podemos estar, de facto, mais perto de conseguir aquilo que provavelmente muita gente já não acredita. Portanto, aquilo que vai ser preciso é capacidade de superação e jogar no limite das capacidades, atendendo a que tivemos menos um dia de recuperação, comparativamente, ao Brondby".
Brondby: "É uma equipa muito forte, que joga muito bem, que acelera muito o jogo, que sabe aproveitar muito bem os erros e foi isso que aconteceu na primeira eliminatória. Nós até começámos muito bem o jogo, mas depois, individualmente, falhámos em duas/três situações e o Brondby aproveitou. Essa é a grande diferença das equipas desta liga, das equipas da Europa, relativamente ao nosso campeonato. Quando se erra, somos penalizados e foi o que aconteceu".
"O Brondby está recheado de individualidades muito boas e tem outras que, tecnicamente, são muito boas jogadoras, que requerem algum cuidado especial. Também falámos sobre isso, sobretudo relativamente às jogadoras da frente. São jogadoras muito fortes tecnicamente e com muita capacidade individual, que vão exigir outras atenções e trabalho das laterais. No plano teórico fomos ao encontro disso e agora é pôr isso em prática porque é sempre tudo mais fácil teoricamente, mas temos de o operacionalizar dentro de campo e eu acredito que as jogadoras o vão conseguir fazer".
Falta de eficácia: "Trabalhámos todos esses momentos, de ir à procura da eficácia e, fundamentalmente, de recuperar a equipa porque não foi fácil. Tivemos uma viagem muito difícil, com pouco tempo de recuperação e depois tivemos logo o jogo com SC Braga, um adversário forte, quando ainda não estávamos recuperados fisicamente e isso foi visível durante o jogo. Agora penso que com as rotinas ao voltarem ao normal, e por termos conseguido descansar, estaremos mais preparados. Depois, trabalhámos outros aspectos, não tanto em treino de campo, mas sim em treino teórico porque não tivemos oportunidade de trabalhar no campo com tanta intensidade. Acho que o fundamental foi percebermos o lado estratégico, o que é que podemos fazer para estar mais fortes, para estar mais equilibrados e para podermos dar entusiasmo nesta eliminatória e disputá-la até ao último minuto. É isso que nós pretendemos".
Possível queda: "Eu prefiro pensar ‘e se conseguimos passar?’ e aí o efeito é tremendo porque conseguimos virar um jogo que provavelmente muita gente não acredita. Eu acredito e as jogadoras acreditam porque temos qualidade para isso, somos o Sporting e temos capacidade para isso. Agora, se o vamos conseguir ou não, temos de esperar 90 minutos. Eu prefiro pensar sempre assim. Como treinador, prefiro sempre pensar num cenário positivo e, por isso, não consigo responder num cenário negativo".
Adeptos: "Nos jogos do campeonato sentimos muito apoio dos adeptos e, de facto, acho que houve aqui uma aproximação diferente, uma energia muito diferente, que as jogadoras sentiram e onde conseguiram cumprir com a sua obrigação, que era ganhar. É sempre mais fácil na presença deles porque as jogadoras sentem esse carinho, conseguem motivar-se e fica tudo mais fácil. Por isso, espero que venham e que nos incentivem porque no futebol tudo é possível e já aconteceram algumas remontadas que provam isso. Mesmo na época anterior, na Taça Europa, houve essas remontadas e, por isso, temos de acreditar que vamos estar muito perto da perfeição".
Novidades na convocatória? "Sim, temos a Joana Martins, que regressa à convocatória".
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