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Futsal: Declarações após o Portugal-Finlândia (3-0) de apuramento para o Euro-2027

A seleção nacional de futsal feminino
A seleção nacional de futsal femininoFPF

Declarações após o jogo Portugal – Finlândia (3-0), da terceira jornada do Grupo 1 da Ronda de Elite de apuramento para o Europeu de 2027, que se realizou em Oliveira de Azeméis

 Luís Conceição (selecionador de Portugal):

“Primeiro, o objetivo está conseguido: o apuramento. Quanto às dificuldades do jogo, já sabíamos que este seria o mais difícil. Tivemos uma primeira parte muito superior, podíamos ter feito mais golos. Acho que o resultado acaba por ser escasso, porque construímos muito e tivemos oportunidades claras de golo. Fazer mais um golo ou dois não ficava mal no resultado.

Sabemos que é assim, temos construído muito para conseguirmos fazer golo. Mas dar os parabéns a este grupo extraordinário, que trabalha desta forma. Com a qualidade que elas têm, as coisas vão acontecer naturalmente. Agora é olharmos para a frente, porque temos coisas muito importantes.

Nem sempre conseguimos estar os 40 minutos por cima, há sempre alternâncias no domínio do jogo. Não entrámos tão bem com a bola no início da segunda parte, deixámos a Finlândia acreditar um pouco e acabaram por ter duas situações boas para fazer golo.

A Ana Catarina acaba por defender, mas foi porque não entrámos tão bem. Elas também estavam muito mais pressionantes e queriam outra coisa. Depois passámos aqueles minutos em que tivemos de sofrer. Nas grandes equipas também é assim, temos de sofrer naqueles momentos. Depois pegámos no jogo e continuámos a controlar. No fim, quando elas vêm de cinco, defendemos bem e acabámos por ter dois roubos de bola. Podíamos ter feito o golo, não fizemos, mas faz parte do jogo.

É dar os parabéns principalmente a todo o futsal português, não só ao masculino, mas, neste caso, ao feminino, que tem crescido. Os clubes estão a trabalhar cada vez mais.

Este trabalho deve-se muito ao trabalho dos clubes, claramente, porque é lá que elas passam muito tempo. Nós estamos aqui para ajudá-las nos momentos em que estão connosco. Estas quatro presenças, sempre em fases finais, o que fizemos no Mundial e nos Jogos Olímpicos (da Juventude, em Buenos Aires, em 2018) são o reflexo do futsal feminino português. Há muita gente por trás deste sucesso. É natural que as coisas continuem a crescer desta forma, porque os resultados e as grandes conquistas vão acontecer naturalmente”.

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Ana Catarina (capitã de Portugal):

“Um sentimento, acima de tudo, de gratidão pela oportunidade de estar aqui a representar a seleção nacional numa ronda de qualificação. A minha palavra vai para todas as pessoas que estiveram aqui, porque é muito diferente jogarmos com um pavilhão repleto de pessoas a apoiar-nos durante os 40 minutos. É muito diferente e sentimos isso ao máximo.

Uma enorme felicidade. Estamos na Croácia, estamos no Europeu, estamos onde queremos estar, mas ainda não somos aquilo que queremos ser. Nesse sentido, é agora festejar, obviamente desfrutar hoje, mas, a partir de amanhã, começar já a trabalhar nos clubes para que, em março, estejamos no nosso pico de forma para ir em busca do tão desejado título europeu”.

Mariana Marques (jogadora de Portugal):

 “Sim, o objetivo era o apuramento para o Europeu. Conseguimos com a vitória, que era o mais importante. Agora é voltar e focar no Europeu.

É um sentimento muito bom. Estou feliz por ter feito o golo e por ter ajudado a equipa a apurar-se para o Europeu. O importante era a vitória”.

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