Jorge Braz (selecionador português de futsal):
“A Bósnia-Herzegovina continuou a defender baixo, uma ou outra vez subiram mais um bocadinho e podíamos ter aproveitado, mas quiseram corrigir e demonstrar que, se calhar, a diferença para Portugal não é de oito golos. A Bósnia-Herzegovina aumentou o nível e obrigou-nos mentalmente a elevar a dinâmica. Nem sempre o fizemos no momento de definição. Se calhar, tivemos mais oportunidades hoje do que na sexta-feira.
(Erick e Pauleta de fora) Num momento destes, é risco zero. Não vale a pena integrar agora só por integrar. Já dava, mas é risco zero. Na terça-feira estão aí a ‘voar’.
Temos mais uma semana de trabalho para afinar coisas, mas estamos confiantes e com muita ambição para esta primeira etapa, de vencer o grupo e ir jogo a jogo. Temos de estar muito focados no presente e não no final do Europeu, ir construindo o nosso percurso e ‘escalar a montanha’. É a minha principal mensagem e preocupação”.
Pany (futsalista da seleção portuguesa):
“A Bósnia-Herzegovina foi escolhida porque o nosso ‘staff’ sabia que eles iam trazer dificuldades similares ao que vamos encontrar no Europeu. Eles optaram por uma defesa muito mais baixa, o que até acaba por ser bom, pois obriga-nos a trabalhar mais e apurar alguns detalhes a que não estamos tão habituados. É importante vencer os dois jogos e competir no limite.
Com mais ou menos margem, gosto de ganhar. Não há jogos iguais. Obviamente que queríamos sempre ganhar com resultados dilatados, mas às vezes isso não acontece e temos de saber jogar com isso. O importante é conseguir competir com as duas situações e dá-nos mais ‘ferramentas’ para o que nos espera.
(Podem esperar de Portugal) Uma equipa sempre com fome e ambição, aguerrida e com um espírito de família e cumplicidade que vamos mostrando no dia a dia, sempre em busca do melhor resultado possível, que, no nosso caso, é sempre a vitória”.
Tomás Paçó (futsalista da seleção portuguesa):
“Foram duas provas muito boas para antecipar o Europeu. A eficácia falou mais alto. Estivemos muito bem no primeiro jogo, a nível de finalização e decisão. Neste jogo, pecámos um pouco nisso. Como a Bósnia-Herzegovina defende muito baixo, acabavam por criar transições quando não finalizávamos os ataques. Na segunda parte, controlámos mais o jogo, demos menos transições e conseguimos chegar a mais dois golos.
Não tanto a Itália, mas a Hungria e a Polónia são seleções com poderio físico idêntico a estes jogadores da Bósnia-Herzegovina e que também podem optar pela mesma estratégia de defender mais baixo e sair nas transições. Foram duas provas excelentes, contra uma equipa muito organizada e jogadores de qualidade com um poderio físico enorme. Aproveitámos muito bem estes dois treinos.
Todos os jogadores e ‘staff’ estão ansiosos que a competição comece, para fazer aquilo que mais gostamos”.
