Futsal: Champions "extraordinária" e "a roçar a perfeição" conduziu Sporting ao título

Nuno Dias, treinador do Sporting, à chegada ao aeroporto Humberto Delgado em Lisboa
Nuno Dias, treinador do Sporting, à chegada ao aeroporto Humberto Delgado em LisboaFILIPE AMORIM/LUSA

O treinador de futsal do Sporting, Nuno Dias, atribuiu esta segunda-feira a conquista da Liga dos Campeões a uma final four “extraordinária” e “a roçar a perfeição”, na qual derrotou os espanhóis do Palma na final (2-0), no domingo.

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“É o concretizar de um objetivo que já nos surgia há algum tempo e nos deixa muito felizes, não só por termo-lo alcançado, mas acima de tudo pela forma como o conseguimos. Foi uma final four extraordinária da nossa parte e foram dois jogos, como disse nas antevisões, ainda em Pesaro, a roçar a perfeição”, afirmou o técnico, à chegada ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

Perante algumas dezenas de adeptos do Sporting, que aplaudiram a equipa no percurso até ao autocarro que a conduziu até ao Pavilhão João Rocha, onde dará continuidade à celebração da conquista do título europeu, Nuno Dias recusou a ideia de que o Sporting se encontra em final de ciclo.

“Nunca se falou de ciclos. É o normal todos os anos, seja em que modalidade ou clube for; em todos os anos, vai haver jogadores que entram e que saem, ou por opção nossa ou opção deles, porque estão a ser cobiçados pela qualidade que têm e aparecem propostas que nós não podemos impedi-las”, referiu o treinador, de 53 anos.

Nuno Dias assumiu que os próximos dias para o Sporting serão dedicados a festejar e descomprimir após uma semana de grande desgaste físico e emocional da qual importará recuperar por completo antes de o plantel voltar a dedicar-se à competição e à disputa pelo título nacional.

“Há um momento de descompressão enorme - estivemos numa competição que é a mais importante do mundo e os níveis de concentração, emocionais, de compromisso quando se entra num espaço destes, ansiedade, os nervosismos e mesmo a nossa forma de comparação dos jogos, é tudo ao palmo, ao milímetro, ao segundo, ao pormenor, ao detalhe”, explicou.

Com o troféu da Liga dos Campeões nas mãos, João Matos acercou-se dos jornalistas presentes com sentimentos de orgulho e dever cumprido face à dificuldade do feito alcançado pelo conjunto verde e branco.

“Queríamos voltar a tocar o céu e eliminámos o campeão do Cazaquistão, o campeão português, o campeão espanhol e o campeão europeu em título, não só as quatro melhores equipas, que também estão connosco no top 5 da Europa, mas também que são as campeãs dos respetivos campeonatos e também antigos vencedores da Liga dos Campeões”, lembrou o capitão sportinguista.

Questionado sobre as bases para a conquista do título europeu, o fixo garantiu não existirem segredos além de um perfil ganhador que se estende a todo o grupo de trabalho do clube de Alvalade.

“Não há segredo. Há dedicação, há entrega, muita ambição, muito querer”, explica o internacional português, campeão europeu, intercontinental e mundial pela equipa das quinas.

João Matos, de 39 anos, não confirmou um eventual cenário de final de carreira, prometendo “ponderar” antes de tomar qualquer decisão.

“Há que ponderar e pôr os pratos na balança, ver o que é melhor para mim, acima de tudo, e depois efetivamente decidir o que vou fazer”, vincou.

No domingo, na cidade italiana de Pesaro, o Sporting conquistou a Liga dos Campeões europeus de futsal pela terceira vez no seu historial, depois dos triunfos em 2018/19 e 2020/21, ao impor-se por 2-0 aos espanhóis do Palma, que haviam triunfado nas três edições anteriores.