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Como acontece a cada dérbi, o duelo da segunda mão dos quartos de final da Liga dos Campeões de futsal entre Sporting e Benfica prometia e, tal como sucede quase sempre, não desiludiu.
Quem pensou que podia chegar atrasado ao Pavilhão João Rocha enganou-se redondamente, especialmente se apoiava a equipa da casa. O conjunto de Nuno Dias trouxe uma desvantagem curta do Pavilhão da Luz, mas ainda assim não tardou em igualar a eliminatória, num lance construído do início ao fim por Bernardo Paçó (1'), que defendeu o remate de Silvestre e aventurou-se, parando apenas para celebrar o 1-0, depois de bater Léo Gugiel na baliza contrária.
Nos primeiros minutos, os homens das balizas fizeram a diferença, o que pode explicar o porquê de Pany Varela (3') ter tentado fazer de Léo com um toque com a mão na grande área benfiquista, acabando por ser expulso para gáudio dos adeptos sportinguistas neste regresso ao Pavilhão João Rocha. Logo a seguir, Bruno Pinto (3') virou a eliminatória.
Se nos permite a analogia animalesca, o leão veio esfomeado para este jogo europeu e, aos 4', Wesley fez o 3-0 que levou Cassiano Klein a pedir pausa técnica para acalmar as hostes verde e brancas. A ideia fez sentido, mas o nível do Sporting estava altíssimo e com Zicky em grande nível o 4-0 não tardou, desta vez com Tomás Paçó (5') a encostar após passe do pivô leonino.
O cenário estava para lá de ideal para a turma de Nuno Dias, só que o esforço ofensivo e a vontade para virar a eliminatória obrigou a alguns excessos, nomeadamente no que toca ao número de faltas. Com 10 minutos para jogar, o Sporting já tinha cinco faltas e a intranquilidade da equipa leonina foi clara, especialmente porque Zicky (11') começou a sentir alguns problemas físicos.
Apesar do peso do resultado e da pressão do Pavilhão João Rocha, o Benfica não se encolheu e conseguiu aproveitar a intranquilidade do Sporting para continuar vivo na eliminatória e relançar o jogo para a segunda parte. Silvestre (12'), o melhor elemento dos encarnados na primeira parte, fez o 4-1 e Arthur (16') reduziu minutos mais tarde. O Sporting ainda tentou voltar a dilatar a vantagem, mas Léo Gugiel já tinha aquecido e negou o 5-2 a Pauleta antes do merecido descanso para as duas equipas.
Se já ouviu alguma partida de futsal na televisão certamente saberá que "um minuto em futsal é muito tempo", por isso não é de estranhar que os 20 minutos da segunda parte tivessem tanto para contar, até porque o Benfica imitou o arranque do Sporting e empatou a eliminatória (7-7) por André Coelho (21') com um grande golo.
Sem espaço para fazer contas e pensar na vida, o Sporting reagiu de imediato, por Tomás Paçó (23'), que rematou à entrada da área depois do canto batido por Merlim, mas Peléh (25') provou que o Benfica estava vivo e fez o 5-4 depois de mais um grande lance de Silvestre Varela.
Neste jogo do rato e do gato, alguém tinha que acabar por dar o braço a torcer e o Benfica, que teve de ir a correr atrás do prejuízo depois da vantagem conquistada na Luz, acabou por vacilar. Diogo Santos (28') devolveu a liderança aos leões num remate ao segundo poste depois de um livre trabalhado de forma exímia e Bruno Pinto (29'), com mais uma assistência de Merlim, deu um golpe forte no Benfica, que tinha perdido Arthur (29') depois do segundo amarelo por protestos.
A perder por 7-4 e com dois golos de desvantagem na eliminatória, o Benfica, que chegou cedo às cinco faltas, arriscou tudo, apostou no 5x4, mas não criou qualquer ocasião de perigo e está fora da competição.
